헝가리인들이 자유를 선택하다

Húngaros escolhem a liberdade

Folha de Sao Paulo · 🇧🇷 São Paulo, BR PT 2026-04-14 10:00 Translated
일요일(12일)에 치러진 선거에서 헝가리인들은 유럽연합의 유일한 권위주의 정부에 종말을 고했다. 개표율 98%를 넘어서면서, 야당 지도자 페테르 마자르의 중우파 정당 티자는 의회 199석 중 138석을 차지할 것으로 예상된다.
일요일(12일)에 치러진 선거에서 헝가리인들은 유럽연합의 유일한 권위주의 정부에 종말을 고했다. 개표율 98%를 넘어서면서, 야당 지도자 페테르 마자르의 중우파 정당 티자는 의회 199석 중 138석을 차지할 것으로 예상된다.

다수당 지위를 잃은 빅토르 오르반 총리는 패배를 인정했으며, 마자르가 그 자리를 차지하게 될 것이다.

헝가리 민주주의의 부식은 제도의 불안정화와 권력이 총리와 그의 정당인 피데스에 집중되는 과정을 통해 이루어졌다.

2010년 집권을 시작한 이래 오르반은 견제와 균형을 축소하고, 대법원의 활동을 제한하며, 국가기관에 대한 정치적 통제를 확대하는 심각한 헌법 개정을 추진했다.

그는 동맹들의 손에 언론 매체를 집중시키고 독립 언론에 압력을 가하는 방식으로 친정부 미디어 생태계를 구축했다.

민족주의적이고 보수적인 수사를 사용하며, 이민과 LGBT 권리에 반대하는 조치를 채택했다.

2010년에 통과된 법률은 의회 의석 수를 줄이고 선거구를 재편했는데, 이는 16년간 정부가 계속되어 입법부에서 항상 3분의 2 다수를 유지하는 데 기여했다.

경제적으로는 이종적이고 개입주의적인 모델을 채택하여 선별적인 부문을 지원하고 권력과 연계된 대기업을 확장시켜 부패와 정치적 실정을 조장했다.

대외정책에서는 에너지 부문 협정을 통해 러시아의 블라디미르 푸틴과 같은 또 다른 권위주의자와 연대했다. 또한 우크라이나에 대한 재정 지원을 거부하거나 어렵게 만들고 모스크바에 대한 유럽 정책에 의문을 제기했다. 도널드 트럼프와 자이르 보우소나로(PL)에게 칭송받는 우파 포퓰리즘의 아이콘이 되었다.

이러한 태도는 러시아의 군국주의 위협 아래 있는 유럽연합에서 그 나라를 고립시켰다. 연합은 최근 몇 년 동안 민주적 제도와 법치주의의 악화에 대한 제재로 헝가리에 190억 유로의 자금을 전달하지 않았다.

당연히, 승리 확정 후 첫 인터뷰에서 마자르는 그 나라가 유럽연합과 나토의 동맹국이 될 것임을 분명히 했다. 그리고 차단된 자금을 회수하기 위해서는 전임자의 권위주의적 구조를 실질적으로 해체하는 조치가 필요할 것이다.

시인 T.S. 엘리엇이 말했듯이, 세상은 굉음과 함께 끝나지 않고 한숨과 함께 끝난다. 이것이 오르반 시대가 남긴 교훈이다. 민주주의는 내부에서 천천히 부식될 수 있다. 전 세계적으로 포퓰리즘이 부상하는 상황에서 이는 매우 중요한 경고이다.
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Em eleições realizadas no domingo (12), os húngaros selaram o fim do único governo autocrático da União Europeia. Com mais de 98% das urnas apuradas, o partido de centro-direita do opositor Péter Magyar, o Tisza, deve obter 138 das 199 cadeiras do Parlamento. Leia mais (04/13/2026 - 22h00)

Em eleições realizadas no domingo (12), os húngaros selaram o fim do único governo autocrático da União Europeia. Com mais de 98% das urnas apuradas, o partido de centro-direita do opositor Péter Magyar, o Tisza, deve obter 138 das 199 cadeiras do Parlamento.

Sem maioria, o primeiro-ministro Viktor Orbán, que já reconheceu a derrota, deixará o cargo, a ser ocupado por Magyar.

A corrosão da democracia húngara se deu por meio da desestabilização das instituições e da centralização do poder no premiê e em seu partido, o Fidesz.

Desde que chegou ao posto em 2010, Orbán promoveu mudanças constitucionais profundas que reduziram freios e contrapesos, limitaram a atuação da corte suprema e ampliaram o controle político sobre órgãos de Estado.

Consolidou um ecossistema midiático pró-governo, a partir da concentração de veículos nas mãos de seus aliados e da pressão sobre os independentes.

Com retórica nacionalista e conservadora, adotou medidas contra imigração e direitos LGBT.

Uma lei aprovada em 2010 reduziu o número de cadeiras do Parlamento e redesenhou os distritos eleitorais, o que contribuiu para a continuidade do governo por 16 anos, sempre com maioria de dois terços no Legislativo.

Na economia, adotou modelo heterodoxo e intervencionista, favorecendo setores escolhidos e expandindo conglomerados ligados ao poder, o que estimulou a corrupção e o clientelismo.

Na política externa, se alinhou a outro autocrata, o russo Vladimir Putin, por meio de acordos no setor energético. Também vetou ou dificultou ajuda financeira à Ucrânia e questionou políticas europeias contra Moscou. Tornou-se um ícone do populismo de direita, elogiado por Donald Trump e Jair Bolsonaro (PL).

Tal postura isolou o país na União Europeia, que se vê sob ameaça do militarismo russo. O bloco deixou de repassar € 19 bilhões à Hungria nos últimos anos, como forma de sanção à deterioração das instituições democráticas e do Estado de Direito.

Não à toa, na primeira entrevista após a confirmação de sua vitória, Magyar deixou claro que o país será um aliado da UE e da Otan. E, para reaver os fundos bloqueados, precisará agir de forma efetiva para desmontar a estrutura autocrática do seu antecessor.

O mundo não acaba com um estrondo, mas com um suspiro, disse o poeta T.S. Eliot. E essa é a lição deixada pela era Orbán. Democracias podem ser corroídas por dentro, lentamente. Num cenário global de ascensão de populismos, trata-se de alerta crucial.

editoriais@grupofolha.com.br

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