NGO 대표 "학교 금융교육은 세대를 변화시킬 수 있다"

Educação financeira na escola pode transformar gerações, diz líder de ONG

Folha de Sao Paulo · 🇧🇷 São Paulo, BR Flávia Mantovani PT 2026-04-15 02:03 Translated
금융교육은 2020년 브라질 기초교육 필수 주제가 되었으며, 이는 BNCC(국가공통과정기준)에 편입되면서 이루어졌다. 그로부터 3년 전인 2017년, IBS(Instituto Brasil Solidário)는 이미 전국 공립학교 수천 명의 학생들을 대상으로 이 주제를 다루기 시작했다. 더 읽기 (2026년 4월 14일 - 14시 03분)
금융교육은 2020년 브라질 기초교육 필수 주제가 되었으며, 이는 BNCC(국가공통과정기준)에 편입되면서 이루어졌다. 그로부터 3년 전인 2017년, IBS(Instituto Brasil Solidário)는 이미 전국 공립학교 수천 명의 학생들을 대상으로 이 주제를 다루기 시작했다.

이 선구적인 이니셔티브는 보드게임과 카드게임을 통해 아동과 청소년의 금융 문해력을 개발하는 것을 제안한다. 거의 10년이 지나고 822개 시의 7,412개 학교에서 200만 명 이상의 학생에게 영향을 미친 후, 루이스 살바토레(Luis Salvatore) 이사장은 금융교육이 강의나 디지털 플랫폼으로 가르쳐지는 것이 아니라 학교 일상에서 이루어져야 한다고 주장한다.

그는 또한 이 내용이 수학 수업에만 국한되어서는 안 된다고 지적한다. "우리는 단지 소득에 대해서만 이야기하는 것이 아니다. 우리는 행동, 의사결정 능력, 생물학, 역사, 화학 수업과 연결되는 학습에 대해 이야기하고 있다"고 말한다. "우리가 삶의 문제와 연결된 이러한 행동적 측면을 가져올 수 있다면, 이는 실천이 된다."

브라질에서 채무불이행이 증가하고 있으며, 8,100만 명 이상이 신용불량자로 등록되어 있다. 학교 금융교육이 이러한 상황을 바꿀 수 있는가?
금융교육이 구조화된 프로젝트의 일부가 된다면, 그렇다, 바꿀 수 있으며 이미 많은 사람들의 삶을 바꾸고 있다. 왜냐하면 가정의 현실과 직접 대화하기 때문이다: 모든 가족은 계산서를 내고, 모든 아이는 소망이 있으며, 모든 아버지는 무언가를 살 수 있을 때 기쁨을 느낀다. 이는 우리 일상의 주제이므로 학교에서 제외되어야 하는 이유가 무엇인가? 학교가 길이며, 잘 훈련된 교사가 세대를 변화시킬 수 있는 길이다.

금융교육이 부자가 되는 법을 가르칠 것이라는 기대가 있는가?
그렇다, 그리고 이는 좋지 않다. 금융교육은 유명한 '천천히 그리고 꾸준히'이다. 유성처럼 번개같은 이득이 아니라, 지속적이고 통제된 이득이다. 이것이 확장의 길이다. 몇 가지 이상치가 미친 아이디어를 가지고 1년 만에 백만장자가 되었지만, 이는 정상이 아니다.

IBS는 학교에서 이 주제를 어떻게 시작했는가?
우리는 항상 매우 실용적인 맥락에서 환경교육을 다루어 왔으며, 태양광 오븐, 타이어를 이용한 온수 시스템, 페트병 태양광 램프 등을 만드는 법을 가르쳤다... 그리고 이것은 이미 가스통이나 전기요금을 절약할 수 있는 저소득 가족의 경제적 건강에 반영되었다. 이는 직접적으로 금융교육 분야에서 활동하지는 않았지만 금융교육과 대화하는 작업이었다.

2016년, 새로운 후원자가 나타나 보드게임과 카드게임을 통한 특정 금융교육 전선에서 활동하자고 제안했다. 우리는 이 게임 형식을 프로젝트 기반 방법론, 창의성, 지속가능성, 학교 공동체의 적극적 경청이라는 우리의 DNA와 연결하는 것이 매우 의미 있다는 것을 알았다.

게임이 금융교육 가르치는 데 어떻게 도움이 되는가?
우리의 게임은 실제 결정을 시뮬레이션한다: 학생은 소비와 저축 사이에서 선택해야 하고, 위험을 다루어야 한다. 이는 실험 환경으로, 학생은 실수하고 손실을 느낄 수 있지만 실제 삶의 결과에 직면하지는 않는다. 이것은 학습을 생성하고 행동을 변화시킨다.

우리는 저축을 가르치기 위한 게임으로 시작했고, 그 후 가게를 시뮬레이션하는 다른 게임을 만들었다. 오늘날 총 7개의 게임이 있으며, 교실에서의 경험을 바탕으로 새로운 게임들이 계속 나오고 있다.

왜 디지털이 아닌 실물 게임을 선택했는가?
교육에서 실제 영향을 미치기 위해, 우리는 각자가 단순히 반사만 하는 가상 플랫폼에서 플레이하는 것보다 학생 그룹이 소통하는 방식으로 일하는 것을 선호한다. 전자게임은 확장성을 가져올 수 있지만 학생을 고립시킨다. 실물 게임에서 학생은 소리 내어 읽고, 동료들에게 자신의 결정을 설명하고, 휴대폰 없이 수학 문제를 해결해야 한다. 이는 포용적이고 협력적이며 참여적인 환경이다.

프로젝트에서 교사들도 금융 문해력이 필요하다는 것을 파악했는가?
그렇다. 처음에는 게임에 대한 지침만 전달할 것이라고 생각했지만, 교사들도 자신의 일상 금융을 정리하기 위한 지도가 필요하다는 것을 깨달았다. 이 지식을 통해 변화된 삶에 대한 많은 이야기를 들었다.

금융교육은 별도의 과목이 되어야 하는가?
그렇게 생각하지 않는다, 횡단적으로 다뤄져야 한다고 생각한다. 핵심은 사람들이 금융교육이 금융수학이라고 생각하지만 실제로는 그렇지 않다는 것이다. 학생은 수학을 배우겠지만, 우리는 단지 소득에 대해서만 이야기하는 것이 아니다. 우리는 행동, 의사결정 능력, 생물학, 역사, 화학 수업과 연결되는 학습에 대해 이야기하고 있다. 우리가 삶의 문제와 연결된 이러한 행동적 측면을 가져올 수 있다면, 이는 실천이 된다.

금융교육은 수학만이 아니다. 우리는 행동, 의사결정 능력, 생물학, 역사, 화학 수업과 연결되는 학습에 대해 이야기하고 있다.

브라질 학교가 효과적으로 금융교육을 가르치기 위해 무엇이 부족한가?
브라질은 이 임무를 어떻게 수행할지에 대해 더 명확성을 가져야 한다. 환경교육에서도 마찬가지였다: 경보가 울리고, 문제를 다뤄야 한다는 것을 알지만, 모두가 같은 곳으로 가기 위한 효과적인 해결책을 생각하지 않는다.

한 번의 강의나 동영상 강의로 해결되지 않는다. 실천이 부족하다: 어떻게 하는지 보여주고, 자료를 보내고, 후속 조치를 취해야 한다. 우리는 이것을 하지만, 우리의 참여는 자연스럽고 성장은 점진적이며, 이를 가속화할 미디어가 없다. 20년 이상 지난 후, 이것이 단순히 이론이 될 수 없고 구체적인 행동이 있어야 한다는 것을 알고 있다.

IBS는 '올해의 사회적 이슈' 보도 시리즈에서 Folha의 파트너다. 왜 금융교육 주제를 신문 독자들에게 전달하려 하는가?
금융교육이 담론에서 벗어나 공공정책으로서 확장되어야 한다고 믿으며, 언론은 이 운동에서 필수적인 역할을 한다: 가시성을 제공하고, 성찰을 유발하며, 브라질이 더 이상 미룰 수 없는 변화를 가속화한다. Folha와 같은 국가적 중요성의 공간에 이 토론을 가져오는 것은 금융교육이 사람들의 삶에 미치는 실제 영향에 대한 공적 인식을 확대하는 데 필수적이다.

루이스 에두아르도 살바토레, 48세

사회교육가, 문화 경영자이자 IBS(Instituto Brasil Solidário) 이사장으로, 게임 기반 교육, 금융교육, 독서, 기업가정신, 능동적 방법론에 기반한 교육 방법론을 고안했으며, 전국 모든 주의 수천 개 학교와 교육자 양성에서 활동하고 있다.

'금융교육이 변화시킨다' 올해의 사회적 이슈는 IBS(Instituto Brasil Solidário)의 지원을 받는다.

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A educação financeira tornou-se tema obrigatório na educação básica brasileira em 2020, com a incorporação à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Três anos antes, o IBS (Instituto Brasil Solidário) já havia começado a trabalhar o assunto com milhares de estudantes de escolas públicas do país. Leia mais (04/14/2026 - 14h03)

A educação financeira tornou-se tema obrigatório na educação básica brasileira em 2020, com a incorporação à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Três anos antes, o IBS (Instituto Brasil Solidário) já havia começado a trabalhar o assunto com milhares de estudantes de escolas públicas do país.

Pioneira, a iniciativa propõe desenvolver o letramento financeiro de crianças e adolescentes por meio de jogos de tabuleiro e de cartas. Depois de quase uma década e mais de 2 milhões de alunos impactados em 7.412 escolas de 822 municípios, Luis Salvatore, diretor presidente do instituto, defende que a educação financeira não se ensina com palestra nem com plataforma digital, mas no cotidiano da escola.

Ele também aponta que esse conteúdo não deve ficar restrito às aulas de matemática. "Não estamos falando só de renda. Estamos falando de comportamento, de capacidade de decisão, de aprendizados que se conectam com a aula de biologia, de história, de química", afirma. "Se a gente consegue trazer esse aspecto comportamental conectado às questões da vida, isso se torna prática."

A inadimplência avança no Brasil, com mais de 81 milhões de pessoas negativadas. A educação financeira escolar tem capacidade de mudar esse cenário?
Se a educação financeira fizer parte de um projeto estruturado, sim, pode mudar e já vem mudando a vida de muita gente. Porque dialoga diretamente com a realidade dentro de casa: toda família paga conta, toda criança tem um desejo, todo pai tem uma alegria quando consegue comprar alguma coisa. É um assunto do nosso dia a dia, então por que deveria ficar de fora da escola? Escola é o caminho, professor bem formado é o caminho que pode transformar gerações.

Existe uma expectativa de que a educação financeira vá ensinar a ficar rico?
Existe, e isso não é bom. Educação financeira é o famoso devagar e sempre. Não é um ganho meteórico relâmpago, é um ganho constante e controlado. Esse é o caminho de escala. Existe um ou outro ponto fora da curva que teve uma ideia maluca e ficou milionário em um ano, mas não é o normal.

Como o IBS começou a trabalhar o tema nas escolas?
Sempre trabalhamos com educação ambiental dentro de um contexto muito prático, ensinando a construir fornos solares, sistemas de aquecimento de água com pneus, lâmpada solar de garrafa PET… E isso já se refletia na saúde econômica de famílias de baixa renda, que podiam economizar no botijão de gás ou na conta de luz. Era um trabalho que dialogava com a educação financeira, ainda que não atuássemos diretamente na área.

Em 2016, apareceu um novo financiador, que nos propôs atuar com uma frente específica de educação financeira por meio de jogos de tabuleiros e de cartas. Vimos que fazia muito sentido associar esse formato de jogabilidade ao nosso DNA de trabalhar com metodologia por projetos, criatividade, sustentabilidade e a escuta ativa da comunidade escolar.

Como os jogos ajudam a ensinar educação financeira?
Nossos jogos simulam decisões reais: o aluno precisa escolher entre gastar ou poupar, lidar com riscos. É um ambiente de experimentação, em que ele pode errar e ter a sensação de perda, mas sem enfrentar as consequências na vida real. Isso gera aprendizado e muda o comportamento.

Começamos com um jogo pensado para ensinar poupança, depois criamos outro que simulava uma loja. Hoje, já são sete jogos, e outros novos vão surgindo a partir da experiência nas salas de aula.

Por que optaram por jogos físicos, e não digitais?
Para ter impacto real em educação, preferimos trabalhar com grupos de alunos se comunicando do que com cada um jogando em uma plataforma virtual, tendo apenas reflexos. O jogo eletrônico pode trazer escala, mas isola o aluno. No jogo físico, o estudante precisa ler em voz alta, explicar suas decisões aos colegas, resolver problemas matemáticos sem o celular. É um ambiente inclusivo, de colaboração e de engajamento.

O projeto identificou que os professores também precisavam de alfabetização financeira?
Sim. Inicialmente, achávamos que passaríamos apenas instruções sobre os jogos, mas percebemos que os professores também precisavam de orientação para organizar sua rotina financeira. Recebemos muitos relatos de vidas transformadas a partir desse conhecimento.

Educação financeira deveria ser uma disciplina separada?
Acredito que não, que deva ser tratada de forma transversal. O ponto é que as pessoas acham que educação financeira é matemática financeira, quando na verdade não é. O aluno vai aprender matemática, mas não estamos falando só de renda. Estamos falando de comportamento, de capacidade de decisão, de aprendizados que se conectam com a aula de biologia, de história, de química. Se a gente consegue trazer esse aspecto comportamental conectado às questões da vida, isso se torna prática.

Educação financeira não é só matemática. Estamos falando de comportamento, de capacidade de decisão, de aprendizados que se conectam com a aula de biologia, de história, de química.

O que falta para as escolas brasileiras ensinarem educação financeira de forma efetiva?
O Brasil precisa ter mais clareza de como conduzir essa missão. Com a educação ambiental foi igual: soa o alarme, sabe-se que é preciso tratar o problema, mas não se pensa em uma solução efetiva para todo mundo ir para o mesmo lugar.

Uma palestra ou uma videoaula não vão resolver. Falta prática: tem que mostrar como fazer, enviar o material, acompanhar. A gente faz isso, mas nossa adesão é orgânica e nosso crescimento é progressivo, não temos mídia para acelerar isso mais do que temos feito. Depois de mais de duas décadas, sabemos que não pode ser só teoria, tem que ter ação concreta.

O IBS é parceiro da Folha na série de reportagens Causa do Ano. Por que levar o tema da educação financeira para os leitores do jornal?
Acredito que a educação financeira precisa sair do discurso e ganhar escala como política pública, e a imprensa tem um papel essencial nesse movimento: dar visibilidade, provocar reflexão e acelerar mudanças que o Brasil já não pode mais adiar. Levar esse debate para um espaço de relevância nacional como a Folha é fundamental para ampliar a consciência pública sobre o impacto real da educação financeira na vida das pessoas.

Luis Eduardo Salvatore, 48

Educador social, gestor cultural e diretor presidente do Instituto Brasil Solidário (IBS), é idealizador de metodologias educacionais baseadas em jogos pedagógicos, educação financeira, leitura, empreendedorismo e metodologias ativas, com atuação em milhares de escolas e formação de educadores em todos os estados brasileiros.

A Causa do Ano 'Educação Financeira Transforma’ conta com o apoio do IBS (Instituto Brasil Solidário).

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