홀로코스트 기억과 양심의 선택적 인식

A lembrança do Holocausto e a seletividade da consciência

Folha de Sao Paulo · 🇧🇷 São Paulo, BR Claudio Lottenberg PT 2026-04-16 10:00 Translated
이스라엘에 대한 논쟁이 모든 도덕적 공간을 차지하는 반면, 반유대주의의 확산은 상대화될 때, 문제는 더 이상 정치적 문제만이 아니다. 윤리적 문제다. 이번 목요일(16일)에 열리는 국가 홀로코스트 기억의 날(유럽의 심장부에서 나치에 의해 600만 유대인이 학살된 사건) 기념은 기억의 의식보다는 현대 양심의 성찰에 더 도움이 되어야 한다. 이 기준에서 우리 시대는 실패하고 있다. 자세히 보기 (2026/04/15 - 22:00)
코니브(브라질 이스라엘인 연맹) 회장 겸 세계유대인의회 반유대주의 특별위원

이스라엘에 대한 논쟁이 모든 도덕적 공간을 차지하는 반면, 반유대주의의 확산은 상대화될 때, 문제는 더 이상 정치적 문제만이 아니다. 윤리적 문제다. 이번 목요일(16일)에 열리는 국가 홀로코스트 기억의 날(유럽의 심장부에서 나치에 의해 600만 유대인이 학살된 사건) 기념은 기억의 의식보다는 현대 양심의 성찰에 더 도움이 되어야 한다. 이 기준에서 우리 시대는 실패하고 있다.

이스라엘, 시오니즘, 전쟁, 점령, 비례성, 정당성에 대해 이토록 많이 논의된 적은 없었다. 이 주제는 정치인, 대학, 언론사, 소셜 미디어를 동원한다. 이스라엘과 관련된 모든 것은 지속적인 감시 대상이 된다. 반면 구체적이고 측정 가능한 반유대주의의 확산은 동등한 반응을 이끌어내지 못한다: 상대화, 침묵 또는 관대함을 만난다.

브라질에서 수치는 명료하다. 코니브(브라질 이스라엘인 연맹)의 2025년 반유대주의 보고서는 989건의 사건을 기록했으며, 하루 평균 2.7건, 80% 이상이 디지털 환경에서 발생했다. 2024년보다는 낮지만, 2023년 10월 7일 하마스의 이스라엘 공격 이전 수준보다는 훨씬 높다. 문제는 사라지지 않았다 — 반복적으로 되었고, 놀라움의 상실이 가장 우려스러운 부분이다.

최근 사건들이 이 상황에 구체성을 부여한다. 리우데자네이루에서 한 상점 주인은 더 이상 유대인 고객을 서비스하고 싶지 않다고 말했고, 한 바는 이스라엘과 미국 국민이 "환영받지 못한다"고 알리는 표지판을 게시해 벌금을 부과받았다. 국적과 종교가 배제의 기준이 될 때, 이는 더 이상 정치적 비판이 아니라 법으로 금지된 차별이다.

시오니즘은 현대 정치 운동으로서 1948년 이스라엘 건국에서 실현되었지만, 그 정당성의 옹호와 유대 민족의 자결권도 의미한다. 이를 부정하는 것은 단순히 정부에 동의하지 않는 것이 아니라, 다른 민족에게 인정되는 권리를 유대인에게 거부하는 것이다: 자신의 국가에서 정치적으로 존재할 권리. 점점 더 이러한 거부는 추상적 차원을 벗어나 세계의 유대인에게 폭력으로 돌아와, 그들을 집단적 죄책의 운반자로 전환한다. 그 결과, 유대인들은 호주, 미국, 영국의 도시에서 총격당했다.

따라서 룰라 정부의 결정이나 타바타 아마랄 의원(PSB-SP)의 법안 프로젝트에 의한 브라질의 국제홀로코스트기억연합(IHRA) 정의 채택은 필요하다. IHRA는 세계적으로 널리 사용되는 실용적인 반유대주의 정의를 제정했다. 이스라엘에 대한 비판을 금지하는 것이 아니라, 정당한 비판과 반유대주의적 차별을 구분하는 것이다. 의도적인 혼란의 환경에서 이러한 구분은 필수적이다.

도덕적 왜곡이 바로 여기에 있다. 많은 이들이 팔레스타인인의 고통에 민감해 보이지만, 대상이 유대인일 때는 침묵한다. 인권을 호소하지만, 이 경우에는 그것을 유보하는 것처럼 보인다. 이것은 도덕적 보편주의가 아니다. 선택성이다.

홀로코스트의 교훈은 여전히 시의적절하다: 증오는 아우슈비츠에서 시작되지 않는다. 차별이 충격을 주지 않고 적대감이 합리화될 때 시작된다. 질문은 계속된다: 왜 많은 이들이 시오니즘을 논의하기 위해 동원되지만, 반유대주의의 확산에 반응하는 이는 그토록 적은가? 답이 침묵일 때, 문제는 반유대주의자들에게만 있는 것이 아니라, 보지 않기를 선호하는 이들의 선택적 양심에도 있다.
처리 완료 3,813 tokens · $0.0071
기사 수집 완료 · 10:10
매체 피드에서 기사 메타데이터 수집
헤드라인 번역 완료 · 10:25
제목/요약 한국어 번역 (fetch 시점 inline)
kimi-k2.5 426 tokens $0.00078 7.4s
본문 추출 완료
3,678자 추출 완료
본문 한국어 번역 완료 · 10:25
1,654자 번역 완료
kimi-k2.5 3,387 tokens $0.00630 54.9s
지정학적 엔티티 추출 완료 · 10:25
8개 엔티티 추출 완료

Quando o debate sobre Israel ocupa todo o espaço moral, mas o avanço do antissemitismo é relativizado, o problema já não é apenas político. É ético. A celebração do Dia Nacional da Lembrança do Holocausto (o extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas no coração da Europa), nesta quinta-feira (16), deveria servir menos à liturgia da lembrança do que ao exame da consciência contemporânea. Sob esse critério, nosso tempo falha. Leia mais (04/15/2026 - 22h00)

Presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil) e Comissário para Antissemitismo do Congresso Mundial Judaico

Quando o debate sobre Israel ocupa todo o espaço moral, mas o avanço do antissemitismo é relativizado, o problema já não é apenas político. É ético. A celebração do Dia Nacional da Lembrança do Holocausto (o extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas no coração da Europa), nesta quinta-feira (16), deveria servir menos à liturgia da lembrança do que ao exame da consciência contemporânea. Sob esse critério, nosso tempo falha.

Nunca se discutiu tanto Israel, sionismo, guerra, ocupação, proporcionalidade e legitimidade. O tema mobiliza políticos, universidades, Redações e redes sociais. Tudo o que envolve Israel é submetido a escrutínio contínuo. Já o avanço do antissemitismo, concreto e mensurável, não provoca reação equivalente: encontra relativização, silêncio ou indulgência.

No Brasil, os números são eloquentes. O Relatório de Antissemitismo 2025 da Conib (Confederação Israelita do Brasil) registrou 989 ocorrências, média de 2,7 por dia, mais de 80% no ambiente digital. Embora abaixo de 2024, o total segue muito acima do patamar anterior ao ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023. O problema não desapareceu — tornou-se recorrente, e a perda do espanto é o que mais preocupa.

Episódios recentes dão materialidade a esse quadro. No Rio, um lojista disse que não queria mais servir clientes judeus e um bar foi multado por exibir placa informando que cidadãos de Israel e dos EUA "não são bem-vindos". Quando nacionalidade e religião viram critério de exclusão, já não se trata de crítica política, mas de discriminação vedada por lei.

O sionismo, como movimento político moderno, realizou-se na criação de Israel em 1948, mas também designa a defesa de sua legitimidade e do direito do povo judeu à autodeterminação. Negar isso não é apenas divergir de um governo, mas recusar aos judeus um direito admitido a outros povos: existir politicamente em seu próprio Estado. Cada vez mais, essa recusa sai do plano abstrato e recai com violência sobre judeus no mundo, convertidos em portadores de culpa coletiva. Como consequência, judeus foram fuzilados em cidades da Austrália, dos EUA e do Reino Unido.

Por isso, a adoção da definição da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês) pelo Brasil, por decisão do governo Lula ou pelo projeto da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), se faz necessária. A IHRA formulou uma definição prática de antissemitismo amplamente usada no mundo. Não se trata de interditar críticas a Israel, mas de distinguir crítica legítima de discriminação antijudaica. Num ambiente de confusão deliberada, essa distinção é indispensável.

A distorção moral está aí. Muitos se mostram sensíveis ao sofrimento palestino, mas silenciam quando o alvo são os judeus. Invocam os direitos humanos, mas parecem suspendê-los nesse caso. Isso não é universalismo moral. É seletividade.

A lição do Holocausto segue atual: o ódio não começa em Auschwitz, mas quando a discriminação deixa de chocar e a hostilidade é racionalizada. A pergunta permanece: por que tantos se mobilizam para discutir o sionismo, mas tão poucos reagem ao avanço do antissemitismo? Quando a resposta é o silêncio, o problema já não está só nos antissemitas, mas também na consciência seletiva dos que preferem não ver.

TENDÊNCIAS / DEBATES
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

Leia tudo sobre o tema e siga: