그녀들은 휘슬을 불 용기가 있다. FIFA는 배정할 용기가 있는가?

Elas têm coragem para apitar. A Fifa tem coragem para escalar?

Folha de Sao Paulo · 🇧🇷 São Paulo, BR Luís Curro PT 2026-04-14 01:13 Translated
세상이 변하고 있지만, 여전히 극도로 가부장적이다. 여성들이 자신의 직업적이거나 개인적인 자질로 인정받기 위해 남성보다 훨씬 더 큰 노력을 해야 한다는 점을 보라. 더 읽기 (2026/04/13 - 13:13)
루이스 쿠르가 지구상 가장 인기 있는 스포츠의 국가대표팀, 클럽, 대회, 선수들에 대해 이야기한다

세상이 변하고 있지만, 여전히 극도로 가부장적이다. 여성들이 자신의 직업적이거나 개인적인 자질로 인정받기 위해 남성보다 훨씬 더 큰 노력을 해야 한다는 점을 보라.

축구에서 남성 경기에 여성 심판이 있는 것을 보면 진전이 느껴진다. 이전에는 이것이 극히 드물었다. 브라질에서는 이 세기 초에 실비아 레지나와 아나 파울라(부심)라는 올리베이라라는 성을 가진 두 사람이 두각을 나타냈다.

그보다 훨씬 이전, 1970년대에 선구자 레아 캄푸스가 있었다. 그녀는 법과 싸웠다—여성들은 해당 국가에서 특정 스포츠, 축구를 포함하여 금지되었었다—심판이 되어 직업을 수행하기 위해, 비록 유소년부나 친선 경기 같은 덜 중요한 경기에서라도.

사회가 편견이 덜하게 되면서, 그녀들의 남성 경기 출연은 천천히 증가했다. 문은 억지로 열리기 시작했고, 중요한 대회(챔피언스리그 등)에서 기회가 생겼고, 네 해 전에 큰 소식이 있었다: 남성 월드컵에 여성 심판이 나온 것이다.

축구의 극도로 성차별적인 환경에서, 나는 심판에 뛰어들어 "전쟁터"에서 공간을 요구하는 여성들을 생각한다. 그곳에서는 22명의 거친 선수들이 싸우고, 그녀들은 대담하고, 완고하고, 용감하다. 나는 그런 끈기에 박수를 보낸다.

일반적으로 선수들은 여성 심판을 존중한다고 말한다. 나에게는 대다수가 겉으로만 그렇게 말하고, 성차별 혐의를 피하기 위해서일 뿐이다.

그들의 속마음과 동료 및/또는 친구들과의 대화에서는, 휘슬을 부는 사람이 남성이기를 원한다. 올해, 한 선수는 파울리스타 챔피언십 8강전 브라간티노 1-2 상파울루 경기 후 참지 못했다.

"그녀가 우리 경기를 망쳤다," 인테리어 팀의 수비수 구스타보 마르케스가 심판 다이아네 무니즈의 활약에 대해 말했다. "파울리스타 연맹은 이런 규모의 경기를 보면서 여성을 배정하지 말아야 한다. 그녀는 이런 경기를 심판할 능력이 없다."

많은 사람들, 구스타보처럼, 남성 심판을 선호하는 이유는 그들이 여성보다 경기를 더 잘 이끈다고 생각하기 때문이다. 순수한 편견—현대 축구의 존재(19세기 후반) 이래 뿌리 깊은—여성의 활약에 대한 편견이다.

2022년 카타르 월드컵의 여성 심판으로 돌아가면, 129명의 전문가 중 6명이 선정되었다: 필드 심판 스테파니 프라파르(프랑스), 야마시타 요시미(일본), 살리무 무칸상가(르완다), 그리고 부심 네우자 바키(브라질), 카렌 디아스(멕시코), 캐서린 네스빗(미국)이다.

그러나 대회 64경기 중, 그녀들은 단 두 경기에서만 주역이었다. 프라파르, 바키, 디아스 트리오는 조별리그 최종전 독일 4-2 코스타리카에서 활약했고, 캐서린은 16강전 잉글랜드 3-0 세네갈에서 측면을 뛰었다. 나머지 경기에서는, 필드(4번째 또는 5번째 심판)나 VAR(비디오 심판 보조)에서 조연에 머물렀다.

2026년, 북미에서 열리는 팽창된 월드컵(48개국, 더 이상 32개국 아님)에서는, 더 많은 경기(104경기)와 더 많은 선정된 심판 전문가(170명)에도 불구하고, 여성 수는 같다: 6명. 그녀들의 대표성은 비율적으로 하락하여 4.7%에서 3.5%로 떨어졌다. 실수다. 올라가야 한다.

캐서린은 두 번째 월드컵에 나간다. 다른 선정자들은 필드 심판 토리 펜소(미국)와 카티아 가르시아(멕시코), 부심 브룩 메이오(미국)와 산드라 라미레스(멕시코), 비디오 심판 타티아나 구스만(니카라과)이다. 모두 아메리카 대륙 출신이며 이번에는 브라질인이 없다. 북미 월드컵 심판팀에 9명의 브라질인이 선정되었음에도 불구하고.

질문한다: FIFA는 카타르에서 본 것과 다르게, 용감한 이 여섯 명을 더 많이 중요한 역할에 배정할 용기가 있을까? 그리고, 필수적으로, 8강전 이후에도? 의심스럽다.

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Apesar de o mundo estar mudando, ele ainda é extremamente machista. Vide o esforço que as mulheres têm de fazer, muito maior que o dos homens, para serem reconhecidas por suas qualidades, profissionais ou pessoais. Leia mais (04/13/2026 - 13h13)

Luís Curro fala sobre as seleções, clubes, competições e jogadores do esporte mais popular do planeta

Apesar de o mundo estar mudando, ele ainda é extremamente machista. Vide o esforço que as mulheres têm de fazer, muito maior que o dos homens, para serem reconhecidas por suas qualidades, profissionais ou pessoais.

No futebol, percebe-se o avanço quando há árbitras em partidas masculinas. Antes, isso era raríssimo. Tivemos no Brasil a Sílvia Regina e a Ana Paula (bandeirinha), ambas com sobrenome Oliveira, destaques no início deste século.

Antes, bem antes, a pioneira Léa Campos, na década de 1970, que lutou contra a lei –mulheres eram proibidas de praticar certos esportes no país, incluindo o futebol– para se tornar árbitra e exercer o ofício, mesmo que em jogos menos relevantes, de categorias de base ou amistosos.

Com a sociedade com a cabeça menos fechada, a presença delas aumentou vagarosamente nos jogos dos homens. Portas foram se abrindo meio que a fórceps, oportunidades em campeonatos importantes surgindo (como na Champions League), até que, quatro anos atrás, a grande boa-nova: árbitras na Copa do Mundo masculina.

No ambiente extremamente sexista do futebol, considero as mulheres que se aventuram na arbitragem e pedem espaço para arbitrar nas "arenas de guerra", em que se digladiam 22 truculentos, umas destemidas, umas obstinadas, umas valentes. Aplaudo essa tenacidade.

De forma geral, os jogadores afirmam respeitar a arbitragem feminina. Para mim, a maioria fala isso da boca para fora, só para evitar acusações de misoginia.

No seu íntimo, e na conversa com seus pares e/ou amigos, preferem que quem apite seja homem. Neste ano, um atleta não se conteve depois de Bragantino 1 x 2 São Paulo, nas quartas de final do Campeonato Paulista.

"Ela acabou com o nosso jogo", disse o zagueiro Gustavo Marques, da equipe do interior, sobre a atuação da árbitra Daiane Muniz. "A Federação Paulista tem que olhar para jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Ela não tem capacidade de apitar um jogo desse."

Muitos, como Gustavo, preferem árbitros a árbitras porque consideram que eles sabem conduzir melhor a partida que elas. Preconceito puro –enraizado no ludopédio desde a existência da sua versão moderna (segunda metade do século 19)– contra a atuação feminina.

Voltando às mulheres na arbitragem na Copa de 2022, no Qatar, foram seis as escolhidas, de um total de 129 profissionais: as árbitras de campo Stéphanie Frappart (França), Yoshimi Yamashita (Japão) e Salima Mukansanga (Ruanda), mais as bandeirinhas Neuza Back (Brasil), Karen Díaz (México) e Kathryn Nesbitt (EUA).

Contudo, das 64 partidas da competição, elas tiveram protagonismo somente em duas. O trio Frappart, Back e Díaz atuou em Alemanha 4 x 2 Costa Rica, na rodada final da fase de grupos, e Kathryn correu pela lateral em Inglaterra 3 x 0 Senegal, nas oitavas de final. No restante dos jogos, restou a coadjuvação, fosse em campo (quarta ou quinta árbitra), fosse no VAR (assistente do árbitro de vídeo).

Para 2026, em um Mundial inchado (serão 48 seleções, não mais 32), mesmo com mais partidas (104) e mais profissionais de arbitragem selecionados (170), o número de mulheres será o mesmo: seis. A representatividade delas, proporcionalmente, caiu, passando de 4,7% para 3,5%. Um erro. Deveria subir.

Kathryn irá para sua segunda Copa. As outras selecionadas são as árbitras de campo Tori Penso (EUA) e Katia García (México), as bandeirinhas Brooke Mayo (EUA) e Sandra Ramírez (México) e a árbitra de vídeo Tatiana Guzmán (Nicarágua). Todas do continente americano e nenhuma brasileira desta vez, apesar de terem sido nove os brasucas selecionados para o time de arbitragem no Mundial da América do Norte.

Questiono: a Fifa terá coragem para, diferentemente do visto no Qatar, escalar a meia dúzia de corajosas mais vezes em papéis relevantes? E, imperioso, das quartas de final em diante? Duvido.

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