오스카 프레이레 거리에서, 곧 철거될 점거 주민들이 시에서 제시한 금액에 불만

Na Oscar Freire, famílias prestes a deixar ocupação reclamam do valor oferecido pela prefeitura

Folha de Sao Paulo · 🇧🇷 São Paulo, BR Maria Clara Matos PT 2026-04-15 06:00 Translated
상파울루 고급 주거지인 자르딘스에 위치한 점거지에 사는 약 30가구의 주민들이 지난 금요일(10일) 법원이 강제 퇴거와 점유권 회복을 승인한 결정 이후 우려를 표하고 있습니다. 더 읽기 (2026/04/14 - 18:00)
상파울루 고급 주거지인 자르딘스에 위치한 점거지에 사는 약 30가구의 주민들이 지난 금요일(10일) 법원이 강제 퇴거와 점유권 회복을 승인한 결정 이후 우려를 표하고 있습니다.

페이쇼투 고미지 거리와 오스카 프레이레 거리 모퉁이에 위치한 이 점거지는 20년 전부터 존재해 왔으며, 옛 주민들과 대부분의 유닛을 매입한 건설사 산타 알리스 간의 법적 분쟁의 산물입니다.

가구들의 강제 퇴거를 승인한 결정은 민방위 당국의 보고서를 근거로 하는데, 이 보고서는 지붕 붕괴 위험과 함께 임시 전기 설비, 곰팡이 핀 벽, 쓰레기 축적 등 열악한 환경을 지적했습니다.

어디로 갈 계획인지 묻자, 상황에 우울함을 표한 한 주민은 페이쇼투 고미지 빌딩 주민들 중 일부가 우선 인근 광장에서 거처를 찾을 것이라고 답했습니다.

62세의 다른 주민은 6년째 손녀와 함께 이 점거지에서 살고 있으며, 상파울루 시에서 매월 지급하는 400헤알은 도시에서 화장실 하나도 임대할 수 없는 금액이라고 말했습니다. 이 금액은 지난해 실시된 조정에서 합의되었습니다. 이러한 이유로 그녀는 많은 가구들이 다시 거리로 돌아갈 것이라고 믿는다고 덧붙였습니다.

포르투갈어 일간지 폴랴에 보낸 성명에서 상파울루 시는 점유권 회복이 사인 간의 소송이며 주택국(세합)이 해당 건물의 33가구를 지원하고 있다고 밝혔습니다. 2025년 9월, 리카르두 누네스(민주운동당) 시장 행정부는 임대 보조금 지급과 함께 자발적 퇴거를 위한 합의가 이루어졌다고 전했습니다.

노인, 아동, 청소년을 포함한 가구들이 관련된 이 법적 교착 상태는 페이쇼투 고미지 빌딩 매입이 차단된 것과 관련이 있습니다. 옛 주민 두 명이 남은 두 유닛의 매각을 거부했고, 결국 건설사가 해당 장소에 점거를 조장하고 아파트 관리를 방기했다고 고소했습니다. 산타 알리스는 2018년 이 사건으로 법원에서 유죄 판결을 받았습니다.

"피고 앨리스 호텔리아 이 콘스트루코에스 회사는 제3자의 침입을 막기 위한 어떤 조치도 취하지 않았으며, 소유주들에게 매각을 강요하기 위해 남은 두 부동산의 가치 하락을 의도한 것이 명백하다"고 엘시우 트루힐루 판사가 작성했습니다. 폴랴의 연락을 받은 회사 소유주 중 한 명인 마르셀루 모레이라는 입장을 밝히지 않겠다고 말했습니다.

점유권 회복 소송은 산타 알리스의 청구였습니다. 회사에 자신의 유닛 매각을 거부한 한 소유주는 사건의 제3자로 소송에 참여했습니다. 즉, 소송의 원고는 아니지만 사건에 이해관계가 있고 결과에 영향을 받는 사람입니다.

이름을 밝히지 않은 채 폴랴와 대화한 주민들은 거의 20년째 이 점거지에서 살고 있으며, 한 소유주가 "초대"하여 이 건물에 살게 되었다는 설을 확인했습니다.

하숙집에서 방을 임대하려는 사람들도 있지만, 비용이 600헤알에 달해 시 정부가 지급하는 보조금보다 200헤알이 더 많다고 말합니다.

빌딩에서 세 딸과 함께 사는 다른 주민은 가족을 수용할 곳을 찾는 데 어려움을 지적했습니다. 또 다른 주민은 곧 그곳에 있는 사람들이 노베 데 줄류 아베니다에 야영하는 모습을 보게 될 것이라고 말했습니다.

반면, 재활용 일을 하는 67세 주민은 점유권 회복에 찬성한다고 말합니다. 그는 비싼 임대료를 감당할 여건이 없어 15년 넘게 침입과 점거를 반복해 왔으며, 비싸 지역에서 물건을 판매한 후 방을 임대할 계획입니다.

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Membros das cerca de 30 famílias que vivem em uma ocupação localizada nos Jardins, área de alto padrão em São Paulo, relatam preocupação após uma decisão da Justiça assinada na última sexta-feira (10) aprovar o despejo e a reintegração de posse do imóvel. Leia mais (04/14/2026 - 18h00)

Membros das cerca de 30 famílias que vivem em uma ocupação localizada nos Jardins, área de alto padrão em São Paulo, relatam preocupação após uma decisão da Justiça assinada na última sexta-feira (10) aprovar o despejo e a reintegração de posse do imóvel.

Situada na esquina das ruas Peixoto Gomide e Oscar Freire, a ocupação existe há 20 anos e é fruto de uma disputa judicial entre antigos moradores e a construtora Santa Alice, que comprou a maioria das unidades.

A decisão que autorizou o despejo das famílias é baseada em um laudo da Defesa Civil que apontou riscos de desabamento do telhado, além de condições precárias como instalações elétricas improvisadas, paredes mofadas e o acúmulo de lixo.

Questionada sobre para onde pretende ir, uma moradora, que se disse deprimida com a situação, respondeu que parte dos habitantes do Edifício Peixoto Gomide vai procurar se alojar inicialmente em praças próximas.

Outra moradora, de 62 anos, que vive há seis com a neta na ocupação, disse que a quantia de R$ 400 disponibilizada mensalmente pela Prefeitura de São Paulo não seria suficiente para alugar nem um banheiro na cidade. O valor foi acordado em uma audiência realizada no ano passado. Por essa razão, ela também diz acreditar que muitas das famílias voltarão para as ruas.

Em nota enviada à Folha, a Prefeitura de São Paulo informou que a reintegração de posse é uma ação entre particulares e que a Sehab (Secretaria de Habitação) atende 33 famílias no imóvel. Em setembro de 2025, um acordo foi firmado para desocupação voluntária das famílias, com o pagamento do auxílio-aluguel, afirma a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

O impasse judicial envolvendo as famílias, que incluem idosos, crianças e adolescentes, envolve o bloqueio da compra do Edifício Peixoto Gomide. Dois antigos moradores se recusaram a vender as duas únicas unidades restantes dos apartamentos e acabaram acusando a construtora de incentivar uma ocupação no local, além de abandonar a manutenção do condomínio. A Santa Alice acabou condenada pela Justiça em 2018 pelo caso.

"A ré Alice Hotelaria e Construções Ltda. não tomou quaisquer medidas para evitar a invasão por terceiros, restando evidente sua pretensão quanto à desvalorização dos dois imóveis remanescentes para forçar a venda pelos proprietários", escreveu o desembargador Elcio Trujillo. Procurado pela Folha, Marcelo Moreira, um dos donos da companhia, disse que não iria se manifestar.

A ação de reintegração de posse foi um pedido da Santa Alice. Uma proprietária que se recusou a vender a sua unidade para a empresa ingressou como terceira interessada no caso —ou seja, alguém que não é autor de um processo judicial, mas que tem interesse no caso e seria afetado pelos resultados.

Sem citar nomes, moradores com quem a Folha conversou e que vivem há quase 20 anos na ocupação confirmaram a versão de que foram "convidados" a morar no prédio por um proprietário.

Há aqueles que pretendem alugar quartos em pensões, mas dizem que o custo chega a R$ 600, ou seja, R$ 200 acima do auxílio pago pela administração municipal.

Outro morador, que vive com três filhas no edifício, apontou dificuldades em achar um local que comporte a família. Já outro residente disse que, em breve, será possível ver as pessoas que estão lá acampadas na avenida Nove de Julho.

Na outra ponta, um morador de 67 anos que trabalha com reciclagem diz ser favorável à reintegração. Ele vende os artefatos em feiras no Bixiga, onde pretende alugar um quarto, após mais de 15 anos fazendo invasões e ocupações por falta de condições em arcar com os custos dos aluguéis na capital.

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