하수도와 전력의 분권화

Descentralização no saneamento e na energia elétrica

Folha de Sao Paulo · 🇧🇷 São Paulo, BR PT 2026-04-15 06:35 Translated
16세기 말, 엘리자베스 1세 여왕이 최초의 물 내림 변기를 선보였다. 사용하지 않을 때도 냄새가 나는 문제로 발명은 성공하지 못했다. 두 세기 후, 물 장벽을 만들어 가스 역류를 막는 사이펀의 사용으로 문제가 해결되었다. 오늘날까지 채택되고 있는 해결책이다. 더 읽기 (2026/04/14 - 18:35)
엔지니어, Coppe-UFRJ 교수 출신이며 ANA, Aneel, Light, Enersul, Sabesp 임원을 역임함

16세기 말, 엘리자베스 1세 여왕이 최초의 물 내림 변기를 선보였다. 발명은 성공하지 못했는데, 사용하지 않을 때도 변기에서 냄새가 났기 때문이다. 두 세기 후, 물 장벽을 만들어 가스 역류를 막는 사이펀의 사용으로 문제가 해결되었다. 오늘날까지 채택되고 있는 해결책이다.

1858년, 영국 의회는 템스강 연안에 투하된 배설물의 "great stink"(대형 악취)에 불만을 품고, 대도시권에서 하수를 멀리하기 위해 지하 갤러리 네트워크 건설을 결정했다.

이렇게 해서 오늘날 문명 세계에서 여전히 사용되는 중앙집중식 시스템에 이르게 되었다. 본질적으로, 각 인간이 생산하는 소량의 집중된 배설물은 관 내 유출을 용이하게 하기 위해 다량의 물로 희석된다. 강이나 바다로 방류되기 전, 하수는 에너지와 화학제품을 대량 사용하여 오염 물질을 슬러지 형태로 다시 집중시키는 처리를 거친다.

건설과 운영 모두 비용이 많이 드는 시스템이다. "생산지" 근처에서 처리가 가능하다면 비용이 크게 줄어들 것이다. 이러한 유형의 해결책을 찾기 위한 다양한 연구 노선이 있다. 기술적이고 경제적으로 성공할 경우, 하수 수거 네트워크는 쓸모없게 될 것이다. 현재로서는 여전히 필수불가결하다.

전기의 역사도 유사한 전개를 보인다. 먼저 19세기 말 토마스 에디슨의 솔루션과 같이 짧은 거리에 직류 형태로 전기를 분배하는 분권화 솔루션이 개발되었다. 니콜라 테슬라는 고전압으로 장거리 전력 전송에 더 효율적인 교류 사용을 주장했으며, 길가의 소비 공급을 위해 변압기로 전압을 낮추는 방식을 제안했다.

이것이 오늘날 우리가 가진 중앙집중식 발전·송전·배전 시스템을 가능하게 한 것이다.

최근 급격하게 저렴해진 태양광 패널은 분산 발전(GD)을 가능하게 하여, 지역적으로 에너지를 생산하고 소비할 수 있는 곳에서는 중앙집중식 시스템의 중요성을 줄이는 잠재적 파괴적 혁신을 가지고 있다. 그러나 하수도의 경우와 마찬가지로, 아직 거기까지 도달하지는 못했다. 도달하기 위해서는 밤이나 흐린 날 사용할 태양광 잉여 에너지를 저장하기 위해 패널에 배터리를 연결해야 할 것이다.

브라질은 아마도 세계 최초로, 비싼 전기 요금에서 벗어나기 위해 그리드에서 연결 해제하는 소비자들의 이니셔티브가 나타나는 무대가 될 것이다. 이는 오래전에 없어져야 했던 부가 비용의 영향 때문이다.

하지만 아직은 그렇지 않다. 현재로서는 패널을 가진 소비자들은 연결을 유지한다. 발전량이 소비량을 초과하면 잉여분은 그리드에 주입되고, 생산자-소비자는 시간별 가격 변동을 고려한 에너지 가치에 대해 크레딧을 받아야 한다.

이러한 크레딧의 합계는 월간 전기 요금에서 차감되어야 한다. 그러나 이 크레딧들은 R$가 아닌 kWh로 계산되어, 태양이 열을 보낼 때는 에너지 가격이 낮고 태양이 질 때는 가격이 높다는 사실을 무시하고 있다.

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No final do século 16, a rainha Elizabeth 1ª estreou o primeiro vaso sanitário com descarga de água. A invenção não deu certo porque o vaso cheirava mal, mesmo quando não em uso. Dois séculos depois, o problema foi resolvido com o uso de um sifão para criar uma barreira de água, impedindo assim o retorno dos gases. Solução ainda hoje adotada. Leia mais (04/14/2026 - 18h35)

Engenheiro, foi professor da Coppe-UFRJ e dirigente de ANA, Aneel, Light, Enersul e Sabesp

No final do século 16, a rainha Elizabeth 1ª estreou o primeiro vaso sanitário com descarga de água. A invenção não deu certo porque o vaso cheirava mal, mesmo quando não em uso. Dois séculos depois, o problema foi resolvido com o uso de um sifão para criar uma barreira de água, impedindo assim o retorno dos gases. Solução ainda hoje adotada.

Em 1858, o Parlamento Britânico, incomodado pelo "great stink" (grande fedor) dos dejetos lançados às margens do rio Tâmisa, decidiu construir uma rede de galerias subterrâneas para afastar o esgoto da área metropolitana.

Assim chegamos ao sistema centralizado que permanece em uso no mundo civilizado até os dias de hoje. Essencialmente, o pequeno e concentrado volume de dejetos que cada ser humano produz é diluído numa grande quantidade de água para facilitar o escoamento dentro das tubulações. Antes de ser lançado ao rio ou ao mar, o esgoto passa por tratamento para voltar a concentrar a carga poluidora na forma de lodo, com uso de grande quantidade de energia e de produtos químicos.

É um sistema caro, tanto para construir quanto para operar. O custo diminuiria muito se fosse possível realizar o tratamento mais próximo ao "local de produção". Há diversas linhas de pesquisa buscando uma solução desse tipo. Em caso de sucesso, tanto tecnológico quanto econômico, as redes de coleta de esgoto ficarão obsoletas. Por ora, ainda são indispensáveis.

A história da eletricidade segue roteiro semelhante. Primeiro foram desenvolvidas soluções descentralizadas, como as de Thomas Edison no final do século 19, baseadas na distribuição de eletricidade por curtas distâncias, na forma de corrente contínua. Nikola Tesla defendia o uso de corrente alternada, mais eficiente para a transmissão de eletricidade em alta voltagem por longas distâncias, com rebaixamento da tensão via transformadores para atendimento do consumo ao longo do caminho.

Foi o que viabilizou o sistema centralizado de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica que temos hoje.

O recente e vertiginoso barateamento das placas fotovoltaicas, que viabilizam a geração distribuída (GD), tem potencial disruptivo de diminuir a relevância do sistema centralizado nos locais onde for possível produzir e consumir energia localmente. Porém, como no caso do saneamento, ainda não chegamos lá. Para chegar, seria preciso acoplar baterias às placas a fim de armazenar o excesso de energia solar para uso durante a noite e em dias nublados.

O Brasil possivelmente será palco das primeiras iniciativas, em escala mundial, de consumidores se desconectando da rede elétrica para fugir da conta de luz excessivamente cara por efeito do custo de penduricalhos que há muito deveriam ter sido eliminados.

Mas ainda não é o caso. Por enquanto, os consumidores com placa se mantêm conectados. Quando a geração supera o consumo, o excesso é injetado na rede e o consumidor-produtor deveria ser creditado pelo valor da energia, considerando a variação horária dos preços.

A soma desses créditos ao longo do mês deveria ser subtraída da conta de luz. Porém, esses créditos são contabilizados em kWh, não em R$, ignorando o fato de que a energia tem preço baixo quando o Sol está enviando calor e preço alto quando o Sol se põe.

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