모든 성인은 생각을 바꿀 권리가 있다

Todo adulto tem o direito de mudar de ideia

Folha de Sao Paulo PT 2026-04-09 15:38 Translated
어린 시절 우리의 취향과 신념은 보통 가정에서 보는 것을 반영합니다. 청소년기에 접어들면서 더 많은 사람을 만나고, 친화성에 따라 새로운 관계를 형성하며, 종교적, 정치적, 사회적 인식을 스스로 형성하게 됩니다. 이 시기에 인생의 목표들은 변하는 경향이 있으며, 이 모든 것이 자연스러운 것으로 여겨집니다. 더 읽기 (2026년 09월 04일 - 오후 12시 38분)
어린 시절 우리의 취향과 신념은 보통 가정에서 보는 것을 반영합니다. 청소년기에 접어들면서 더 많은 사람을 만나고, 친화성에 따라 새로운 관계를 형성하며, 종교적, 정치적, 사회적 인식을 스스로 형성하게 됩니다. 이 시기에 인생의 목표들은 변하는 경향이 있으며, 이 모든 것이 자연스러운 것으로 여겨집니다.

성인기에 접어들면서 생각을 바꾸는 것은 다른 의미를 갖게 됩니다. 한편으로는 약함의 징후가 될 수 있습니다. 결국 자신이 믿는 것을 지킬 만큼 "충분히 강하지" 못했기 때문입니다. 다른 한편으로는 일관성이 없거나 명확하지 않다는 신호일 수 있습니다. 왜 의견의 변화를 받아들이거나 감수하기가 그토록 어려울까요?

생각을 바꾸는 것의 고통

입장을 바꾸다: 이 표현 자체가 이미 불편한 이미지를 연상시킵니다. 자신의 입장 변화를 인정할 때, 우리는 우유부단함, 취약성, 개성 부족, 심지어 품성 부족을 드러낼까 봐 두렵습니다. 그리고 집단적으로 우리는 자신의 의견을 지키고 타인의 의견을 능가하는 사람을 존경하는 경향이 있습니다.

점점 더 양극화되는 상황에서 이는 심화됩니다. 의견은 정체성과 소속감의 표시로 기능하게 되고, 입장을 재검토하는 것은 자신이 속한 집단에 대한 일종의 "배신"으로 해석될 수 있습니다. 이러한 맥락에서 신념을 재검토하는 것은 더 이상 성숙함의 자연스러운 과정이 아니라 사회적, 정서적, 심지어 도덕적 위험으로 인식됩니다.

사실만으로는 충분하지 않다

최근 연구에 따르면 사실조차도 사람의 신념을 수정하는 데 효과적이지 않습니다. "당신의 생각을 바꾸게 하는 것은 무엇인가"라는 영상에서 생물학자 아틸라 이아마리노는 이 주장을 강화하고 누군가가 자신의 입장을 재검토하기가 얼마나 어려운지 설명합니다. 그는 생리학적 관점에서 우리의 사고가 과학자의 업무보다는 변호사의 업무와 더 유사하다고 주장합니다. 이는 변호사는 테제를 발견한 후 자신의 생각을 방어할 증거를 찾기 때문입니다. 반면 과학자는 증거를 찾은 후 자신의 테제를 수립합니다.

실제로 논의 과정에서 인간은 먼저 감정에 의해 움직입니다. 즉, 우리는 먼저 그것이 좋은지 나쁜지 직관적으로 판단하고, 그 후에 이미 확립된 그 결정을 뒷받침할 증거를 찾으면서 이성이 작동합니다. 이 과정은 특히 우리가 논의하는 것이 원칙, 도덕, 정치, 정체성과 관련된 문제일 때 발생합니다.

강한 감정을 불러일으키는 주제들 — 유명한 "종교는 논쟁하지 않는다" — 의견 변화를 이끄는 것도 주장이 아니라 감정입니다. 예를 들어, 동성애 혐오자가 동성애 자녀를 받아들이는 경우입니다.

영원한 진화 중에

우리의 현재 신념이 흔들리지 않는 진리일 가능성은 매우 낮습니다. 결국, 인간은 오래된 확신들을 재검토함으로써 수천 년에 걸쳐 진화했기 때문입니다. 그렇지 않았다면, 우리는 아직도 우리가 우주의 중심이라고 생각했을 것입니다. 이 논리에 따르면, 생각을 바꿀 수 있는 능력은 지능의 신호로 이해되어야 합니다.

만약 모든 사람이 비판, 판단, 또는 도덕적 낙인에 대한 두려움 없이 걷다니는 변신이 될 수 있다면 세상은 훨씬 더 평온한 곳이 될 것입니다. 결국, 각 개인의 삶과 개인적 발달의 일부일 뿐만 아니라, 다르게 생각하는 것은 우리를 새로운 사람과 관점과의 만남으로 이끌고, 삶의 경이로움을 먹이며, 호기심을 깨우고, 우리의 학습 능력을 지탱하는 비판적 사고를 연습하도록 밀어붕니다. 더욱이, 의견을 바꿀 수 있는 능력은 우리가 반대쪽에 있는 사람이 반드시 악의 있거나 덜 똑똑한 사람은 아니라는 것을 이해하도록 도와줍니다.

변화를 수용하세요

누군가와 대화를 나누다가 의견이 맞지 않을 때 자신의 생각을 재검토하려는 의지를 연습하지 않으면 이 모든 것이 소용없습니다. 다음번에는 상대방의 주장을 정말로 경청하고 고려해 보세요. 아무도 물러나지 않더라도, 상대방의 논리 흐름을 조금 더 이해하고 나아가 그들에 대한 공감을 생성할 수 있습니다.

게다가 누군가가 특정 주제에 대해 생각을 바꿨다고 말하면, 질문하거나 승리를 외치지 마세요 — 유명한 "내가 안 했던가요?". 변화를 수용하고 그 변화가 어떻게 일어났는지 이해하는 것이 낫습니다. 이러한 간단한 태도는 적어도 한 사람이 자신의 의견을 바꿨다는 것을 인정하는 것을 부끄러워하지 않게 할 수 있습니다.

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Na infância, nossos gostos e crenças costumam ser um reflexo do que vemos em casa. Já com a chegada da adolescência, vamos conhecendo mais pessoas, criando novas relações por afinidade e moldando as nossas próprias percepções religiosas, políticas e sociais. Nessa época, os objetivos de vida tendem a se transformar -e tudo isso é visto como algo natural. Leia mais (04/09/2026 - 12h38)

Na infância, nossos gostos e crenças costumam ser um reflexo do que vemos em casa. Já com a chegada da adolescência, vamos conhecendo mais pessoas, criando novas relações por afinidade e moldando as nossas próprias percepções religiosas, políticas e sociais. Nessa época, os objetivos de vida tendem a se transformar —e tudo isso é visto como algo natural.

A partir da vida adulta, mudar de ideia assume outras conotações. Por um lado, pode ser sinônimo de fraqueza: afinal, você não foi "forte o bastante" para defender o que acredita. Por outro, o indício de inconsistência ou falta de clareza. Por que é tão difícil assimilar (ou bancar) uma mudança de opinião?

A dor de mudar de ideia

Dar o braço a torcer: a própria expressão já remete a uma imagem desconfortável. Ao assumirmos uma mudança de posicionamento, tememos demonstrar indecisão, vulnerabilidade, falta de personalidade ou até de caráter. E, coletivamente, tendemos a admirar uma pessoa que se mantém firme e consegue sobrepor sua opinião à de outra.

Em um cenário cada vez mais polarizado, isso se intensifica: opiniões passam a funcionar como marcadores de identidade e pertencimento, e reconsiderar uma posição pode ser interpretado como uma espécie de "traição" ao grupo ao qual se pertence. Nesse contexto, revisar crenças deixa de ser um movimento natural de amadurecimento e passa a ser percebido como risco social, emocional e até moral.

Fatos não bastam

Estudos recentes indicam que nem os fatos são eficientes para modificar as crenças de uma pessoa. No vídeo "O Que te Faz Mudar de Ideia", o biólogo Atila Iamarino reforça essa tese e explica por que é tão difícil convencer alguém a rever uma posição. Ele afirma que, do ponto de vista fisiológico, nosso pensamento tem mais a ver com o trabalho de advogado do que com o de cientista. Isso porque o primeiro encontra uma tese e depois busca evidências para defender sua ideia. Já o segundo, procura as evidências para depois formular a sua tese.

Na prática, em uma discussão, o ser humano costuma ser movido, em primeiro lugar, pelo emocional. Ou seja, primeiro julgamos intuitivamente se aquilo é bom ou ruim, e só depois o racional entra em campo, buscando comprovações para aquela decisão já estabelecida. Esse caminho acontece especialmente quando o que estamos discutindo está vinculado a questões que envolvem princípios, moralidade, política e identidade.

Diante de temas que despertam sentimentos fortes —o famoso "religião não se discute"—também são as emoções, e não os argumentos, que costumam motivar a mudança de opinião. Por exemplo: uma pessoa homofóbica que acolhe o filho homossexual.

Em eterna evolução

É muito improvável que nossas convicções atuais sejam verdades inabaláveis. Afinal, foi revendo antigas certezas que o ser humano evoluiu ao longo dos milênios —caso contrário, talvez ainda pensássemos que somos o centro do universo. De acordo com essa lógica, a capacidade de mudar de ideia deveria ser entendida como um sinal de inteligência.

O mundo seria um lugar mais tranquilo se todo mundo pudesse ser uma metamorfose ambulante sem medo de críticas, julgamentos ou linchamentos morais. Afinal, além de fazer parte da vida e do desenvolvimento pessoal de cada um, pensar diferente nos coloca em contato com novas pessoas e perspectivas, alimenta o encantamento pela vida, desperta a curiosidade e nos empurra a exercitar o senso crítico que sustenta a nossa habilidade de aprender. Além de tudo, a capacidade de mudar de opinião nos ajuda a entender que quem está do outro lado não é, necessariamente, alguém maldoso ou menos inteligente.

Abrace a mudança

Nada disso vale se você não exercitar a sua própria disposição a rever ideias. Da próxima vez que estiver conversando com alguém e esbarrar em uma discordância, tente realmente escutar e levar em conta os argumentos trazidos pela outra pessoa. Ainda que ninguém recue, é possível que você entenda um pouco mais a linha de raciocínio da outra pessoa e até crie uma empatia por ela.

Além disso, se alguém contar que mudou de ideia sobre certo assunto, tente não questionar ou cantar vitória —o famoso "não disse?". Mais vale acolher a mudança e entender o que fez com que ela acontecesse. Essa simples postura pode fazer com que pelo menos uma pessoa não tenha vergonha de assumir que mudou de opinião.

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