알라고아스 육군 막사 내 폭력 및 성적 학대를 신고한 군인들

Soldados denunciam violência e abuso sexual dentro de quartel do Exército em Alagoas

Folha de Sao Paulo Josué Seixas PT 2026-04-11 09:16 Translated
육군 2명의 군인이 마세이오(AL)에 위치한 제59 기계화 보병 대대 내에서 발생한 폭력 및 학대 사건을 신고했다. 진정서는 금요일(10일) 군사검찰청 및 연방검찰청(MPF)에 접수되었다.
육군 2명의 군인이 마세이오(AL)에 위치한 제59 기계화 보병 대대 내에서 발생한 폭력 및 학대 에피소드를 신고했다. 진정서는 금요일(10일) 군사검찰청 및 연방검찰청(MPF)에 접수되었다.

보고서는 2025년 6월과 9월에 부대 내에서 발생한 두 가지 별개의 에피소드를 설명한다. 한 사건에서 한 군인은 강제로 냉동실로 끌려가 벗겨진 채 추위에 노출되었으며, 다른 군인들로부터 폭행을 당했다고 주장한다.

두 번째 사건에서 한 군인은 숙소에서 자는 동안 음란한 행위의 대상이 되었다고 주장한다. 신고에 따르면, 한 동료가 "생식기를 노출하고 피해자의 얼굴에 접촉"했으며, 다른 군인이 그 행동을 촬영했다. 보고서에 따르면 영상은 부대원들 사이에서 유포되었다.

대대 지휘부는 성명에서 "사실을 알게 된 직후, 2025년 7월 25일과 9월 29일에 행정절차(징계조사)를 즉시 개시하도록 지시했다"고 밝혔다.

조사 결과 2025년 12월에 5명의 군인이 징계 금고형을 선고받고 현역에서 제명되었다. "다른 사건에서는 2명의 군인이 육군에서 제명되었으며, 반박권과 광범위한 방어의 원칙이 존중되었다"고 덧붙였다.

모든 관련자들은 제명되거나 해제되었다고 육군은 밝혔다. "에르메스 에르네스토 다 폰세카 대대는 그 조직에 편입된 시민들의 양성에 대한 약속을 재확인하며, 항상 인간의 존엄성에 대한 존중과 현행법의 충실한 준수를 기반으로 하며, 우리 군의 가치와 원칙을 위반하는 행위를 용납하지 않는다"고 강조했다.

연방검찰청은 고소를 접수했으며 내부 분석을 위해 배분했다고 밝혔다. 군사검찰청은 응답하지 않았다.

한 사건은 20세 군인 파블로 빈스 페레이라 실바와 관련되어 있다. "내가 자고 있는 동안, 한 군인이 발기된 음경을 내 얼굴에 대었고, 다른 군인이 부대 내에서 전체 행동을 촬영하고 영상을 다른 군인들과 공유했다"고 말했다. 그에 따르면 다음 날 동료들로부터 알게 되었다.

그는 사건을 알게 된 후 해당 기관에 연락했으며, 이는 내부 조사를 개시하게 했다고 보도했다. "해결책은 내가 피해자인데 이를 장난으로 치부하는 것이었다"고 말했다.

군인은 또한 변호사를 선임하지 않으라는 압력을 받았으며, 심리 및 정신과 치료 중에도 제명되었지만 다른 군인들은 자신의 직책에 남아 있었다고 말했다.

피해자들의 변론은 변호사 알베르토 호르헤 페레이라 도스 산토스, 알베르토 안데르손 페레이라 도스 산토스, 호르헤 페레이라 도스 산토스가 진행하고 있다. 그들은 사건 규명 및 관련자 문책을 위한 군사경찰 조사(IPM) 개시를 요청하고 있다.

폴랴 신문사와의 인터뷰에서 변호사 알베르토 호르헤 페레이라 도스 산토스는 군인들이 사건 이후 "극히 심각한 심리 문제"를 나타내고 있으며 직무에서 제명되었다고 말했다. 그들은 군사 징병 후 군대에 입대했다.

"그중 한 명은 약물로만 잠을 자지만, 그럼에도 불구하고 자정을 지나서 깨어있는 시간이 많다. 서류를 청구하기 위해 대대에 가야 하지만, 둘 다 문을 통과하고 싶어 하지 않는다. 정말 매우 외상적이었다"고 말했다.

Dois soldados do Exército denunciaram episódios de violência e abuso dentro do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Maceió (AL). As representações foram protocoladas nesta sexta-feira (10) no Ministério Público Militar e também no MPF (Ministério Público Federal). Leia mais (04/10/2026 - 21h16)

Dois soldados do Exército denunciaram episódios de violência e abuso dentro do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Maceió (AL). As representações foram protocoladas nesta sexta-feira (10) no Ministério Público Militar e também no MPF (Ministério Público Federal).

Os relatos descrevem dois episódios distintos, ocorridos em junho e setembro de 2025, ambos dentro da unidade. Em um deles, um soldado afirma ter sido levado à força para uma câmara fria, onde foi despido e deixado nu, exposto ao frio, além de ter sido agredido por outros militares.

No segundo caso, um soldado diz ter sido alvo de um ato libidinoso enquanto dormia no alojamento. Segundo a denúncia, um colega "expôs o órgão genital e encostou no rosto" da vítima, enquanto outro militar filmava a ação. O vídeo, de acordo com o relato, circulou entre integrantes da unidade.

O comando do batalhão disse em nota que "tão logo tomou conhecimento do fato, determinou a imediata abertura de procedimento administrativo (sindicância) em 25 de julho e 29 de setembro de 2025, instrumento legal para apurar, com rigor, as circunstâncias e responsabilidades do ocorrido".

A apuração, acrescentou o comando, resultou em cinco militares sancionados disciplinarmente com prisão em dezembro de 2025 e licenciados do serviço ativo. "Cabe ainda ressaltar que, no outro caso, os dois militares foram desincorporados das fileiras do Exército e foram respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa".

Todos os envolvidos, diz o Exército, foram licenciados ou desincorporados. "Reitera-se que o Batalhão Hermes Ernesto da Fonseca reafirma seu compromisso com a formação dos cidadãos incorporados às suas fileiras, pautando-se sempre pelo respeito à dignidade humana e pela observância fiel da legislação vigente, não admitindo condutas que afrontem seus valores e princípios, sustentáculos da nossa Força".

O MPF afirmou ter recebido as denúncias e distribuído internamente para análise. O Ministério Público Militar não respondeu.

Um dos casos envolve o soldado Pablo Vince Pereira Silva, 20. "Enquanto eu dormia, um soldado passou o pênis ereto no meu rosto, e outro gravou toda a ação dentro da unidade e compartilhou o vídeo com outros soldados", disse. Segundo ele, só soube do ocorrido no dia seguinte, após ser informado por colegas.

Ele relata que procurou a instituição após tomar conhecimento do episódio, o que levou à abertura de uma apuração interna. "A solução foi taxar como brincadeira contra mim, que sou vítima", afirmou.

O soldado diz ainda que sofreu pressão para não buscar advogado e que foi afastado, mesmo em tratamento psicológico e psiquiátrico, enquanto os outros militares permaneceram em suas funções.

As defesas das vítimas são conduzidas pelos advogados Alberto Jorge Pereira dos Santos, Alberto Anderson Pereira dos Santos e Jorge Pereira dos Santos. Eles pedem a abertura de um IPM (Inquérito Policial Militar) para apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos.

À Folha, o advogado Alberto Jorge Pereira dos Santos, disse que os soldados apresentam "problemas psicológicos gravíssimos" após os episódios e foram afastados de suas funções. Eles entraram nas forças armadas após alistamento militar.

"Um deles só dorme com remédio, mas ainda assim passa boa parte da madrugada acordado. Precisamos ir ao batalhão para pedir documentos, mas ambos mal querem passar pela porta. Foi realmente muito traumático", disse.

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