'크렘린의 마술사'가 보여주는 푸틴이 유럽에서 두려움의 대상인 이유

'O Mago do Kremlin' mostra por que Putin é tão temido na Europa

Folha de Sao Paulo Inácio Araujo PT 2026-04-10 03:00 Translated
올리비에 아사야스는 자신의 최고의 순간들에 항상 세상에 대한 놀라운 시각을 제시한다. 유럽의 쇠퇴, 카를로스 샤칼의 테러, 미국 내 쿠바 스파이들에 대해 그래왔다. 이제 푸틴(주드 로 분)의 차례인데, 영화 제목의 그 마술사가 바로 푸틴일 것으로 쉽게 상상할 수 있다. 더 읽기 (04/09/2026 - 15시00분)
올리비에 아사야스는 자신의 최고의 순간들에 항상 세상에 대한 놀라운 시각을 제시한다. 유럽의 쇠퇴, 카를로스 샤칼의 테러, 미국 내 쿠바 스파이들에 대해 그래왔다. 이제 푸틴(주드 로 분)의 차례인데, 영화 제목의 그 마술사가 바로 푸틴일 것으로 쉽게 상상할 수 있다.

그렇지 않다. 마술사는 바딤 바라노프(폴 다노 분)로, 러시아 대통령의 고문이자 그를 현대의 러시아 차르로 입지시키려는 주요 전략가다. 바라노프는 줄리아노 다 엠폴리의 소설에 나오는 가상의 인물로 영화에서 각색되었으며, 다른 권력자인 블라디슬라프 수르코프의 모습을 바탕으로 하고 있을 것으로 보인다.

소비에트 연방 해체 당시 전위 극장 감독이었던 바라노프는 미국 작가 롤랜드(제프리 라이트 분)에게 자신의 여정을 이야기한다. 바라노프는 곧 극장에서 텔레비전으로 뛰어들었고, 옐친 정부 시절 부를 축적한 억만장자 베레조프스키에 접근한 후 정치에 입문한다. 그 시대에 베레조프스키는 러시아 국유 자산을 거의 헐값에 사들였다. (이 시기에 억만장자가 된 다른 이들과 마찬가지로 이들은 '올리가르히'라고 불린다.)

러시아 텔레비전을 통제하는 베레조프스키는 어느 시점에서 옐친이 자신의 권력 계획에 더 이상 도움이 되지 않는다고 판단한다. 바라노프와 함께 그는 권력의 승계자를 조직한다. 바로 푸틴이며, 그는 정보부 지도자로 베레조프스키는 그를 미래의 괴뢰라고 생각했다. 그렇게 되지 않았다는 것은 알려진 사실이다.

이어지는 일들은 블라디미르 푸틴의 권력 장악 과정을 설명한다. 푸틴은 바라노프의 지원을 받았으며, 바라노프는 푸틴에게 국가가 수직 권력 체계를 필요로 한다는 생각을 제시한 순간부터 그의 고문이 된다. 수직 권력이란 그 자리에 올라가서 질서를 잡고 모든 것을 통제하는 인물을 뜻한다. 푸틴은 이 생각을 열광한다.

여기서부터 우리는 아사야스가 제시한 놀라운 관점과 마주한다. 러시아 대통령을 판단하거나 적으로 보는 대신, 전 유럽이 하는 것처럼, '마술사'는 푸틴이 무엇인지를 보여내는 데 헌신한다. 그는 무자비한 통치자이며, 결코 부드럽지 않은 방식의 정치인이며, 경쟁자들을 권력에서 제거하기 위해 무엇이든 할 수 있는 인물이다.

푸틴을 좋아하든 아니든, 러시아는 제국의 시대부터 소비에트 연방을 거쳐 현재의 탈소비에트 시대에 이르기까지 이렇게 기능해왔다. 어떤 면에서 푸틴은 영화를 본 후에도 여전히 수수께끼다. 그는 일부가 말하는 극우 정치인인가? 신공산주의자인가? 민족주의자인가?

확실한 것은 영화에서 푸틴이 조종당할 수 있는 인물로 표현되지 않는다는 것이다. 그는 절대권력에 대항하는 귀족들을 제거하기 위해 차르 이반 4세가 사용했던 체스 선수 같은 정신으로 올리가르히들에 맞선다. 한 명은 자살 전에 망명하고, 다른 한 명은 투옥되며, 또 다른 이들은 의심스럽고도 신비로운 상황에서 죽는다.

같은 민첩함으로 푸틴은 (석유, 가스 회사 등 이러한 작은 것들을) 회수하고 완전히 통제하는 인물들의 손에 넘긴다.

그리고 이 이야기에서 마술사 바라노프는? 영화는 그가 어떤 시점에서 정부를 떠나기로 결심한 이유를 분명히 하지 않는다. 또한 자신을 찾아온 미국 작가에게 자신의 이야기를 들려주기로 결심한 이유도 명확하지 않다.

이에 대한 설명이 충분히 설득력이 있지 않다. 그는 자신의 할아버지와 아버지 모두 러시아에 의해 인생이 삼켜졌다고 생각한다. 이것이 과연 "수직" 권력과의 평화로운 (혹은 때로는 열정적인) 공존만큼이나 러시아적인 특성일까?

아사야스의 영화는 그 자신과 에마뉘엘 카레르가 함께 집필한 아름다운 시나리오를 화면으로 옮긴다 (카레르는 참고로 저명한 프랑스 소비에트 연구가의 아들이다). '마술사'는 푸틴, 바라노프, 올리가르히들에 대해 보여주는 것만큼이나 절제의 예술로, 모든 공간을 채우지 않고, 관객이 인물들, 특히 푸틴에 대해 자신만의 이미지를 형성할 수 있도록 공백을 남기는 것으로 흥미롭다. 그를 조국의 구원자로 사랑할 수도, 폭군으로 증오할 수도 있다. 하지만 아마도 그가 가장 원하는 것은 두려움의 대상이 되는 것일지도 모른다. 그를 두려워하는 것, 그것이 정확히 유럽이 내내 하고 있는 일이다.

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Em seus melhores momentos, Olivier Assayas oferece sempre uma visão surpreendente do mundo. Já foi assim com a decadência europeia, o terrorismo de Carlos, o Chacal, os espiões cubanos nos EUA. Agora é a vez de Putin (Jude Law), que de cara podemos imaginar ser o tal mago do título do filme. Leia mais (04/09/2026 - 15h00)

Em seus melhores momentos, Olivier Assayas oferece sempre uma visão surpreendente do mundo. Já foi assim com a decadência europeia, o terrorismo de Carlos, o Chacal, os espiões cubanos nos EUA. Agora é a vez de Putin (Jude Law), que de cara podemos imaginar ser o tal mago do título do filme.

Não é. O mago é Vadim Baranov (Paul Dano), conselheiro do presidente russo e principal cabeça a pensar sua ascensão à condição de moderno czar da Rússia. Baranov é um personagem fictício do romance de Giuliano da Empoli, adaptado pelo filme, e que é baseado possivelmente na figura de outro poderoso, Vladislav Surkov.

Baranov, diretor de teatro vanguardista nos tempos da desmontagem da URSS, aqui narra sua trajetória para o autor estadunidense Rowland (Jeffrey Weight). Baranov logo pula do teatro para a televisão, e chega à política depois que se aproxima do oligarca Berezovski, que enriqueceu durante o governo Yeltsin. Naqueles anos, Berezovski comprou bens públicos preciosos meio que a preço de banana (como outros que se tornaram bilionários no período, os chamados oligarcas).

Berezovski, que controla a TV russa, a horas tantas decide que Yeltsin já não serve a seu projetos de poder. Junto com Baranov articula a subida de um substituto ao poder: Putin, em pessoa, o chefe da espionagem, a quem o oligarca considera um futuro fantoche. Não era, como se sabe.

O que acontece em seguida é a descrição da tomada do poder por Vladimir Putin, apoiado por Baranov, que se torna seu conselheiro desde o momento que acena ao chefe da espionagem a ideia de que o país precisa de um poder vertical. Vertical, quer dizer, um cara que chega lá, bota ordem na casa, manda em tudo. Putin adora a ideia.

Daqui por diante estamos diante do surpreendente proposto por Assayas. Em vez de julgar o presidente russo, de ver nele um inimigo, como faz toda a Europa, "O Mago" dedica-se mais a mostrar o que é Putin. Um governante implacável, com métodos nunca delicados e capaz de tudo para afastar seus rivais do poder.

Goste-se ou não de Putin, é assim que tem funcionado a Rússia, dos tempos do império, ao longo da URSS e, pelo jeito, também agora na era pós-soviética. De certo modo, Putin continua a ser um enigma, mesmo após o filme: será um cara de extrema-direita, como alguns dizem? Será um neocomunista? Um nacionalista?

O certo é que Putin não é retratado no filme como alguém manipulável. Enfrenta os oligarcas com o mesmo espírito de enxadrista que o czar Ivan, o Terrível, usava para liquidar os senhores feudais que se opunham ao poder absoluto. Um termina exilado antes de se suicidar, outro é preso, outros morrerão em circunstâncias tão misteriosas quanto suspeitas.

Com a mesma agilidade, Putin retoma as companhias (de petróleo, gás, essas pequenas coisas) e as coloca nas mãos de uns caras que controla inteiramente.

E Baranov, o mago, nessa história? O filme não deixa muito claro por que decide, em dado momento, se retirar do governo. Nem por que decide contar sua história a um autor americano que o procura.

As explicações para isso não são muito convincentes. Ele acha que tanto o avô como o pai tiveram a vida tragada pela Rússia. Seria isso uma característica tão russa quanto a convivência pacífica (quando não entusiasta) com um poder "vertical"?

O filme de Assayas traz à imagem o belo roteiro escritor por ele mesmo e Emmanuel Carrère (que por sinal é filho de uma importante sovietóloga francesa). "O Mago" interessa tanto pelo que mostra de Putin, de Baranov, de oligarcas, como pela arte da contenção, de não preencher todos os espaços, de deixar esse vazio onde o espectador poderá formar sua própria imagem dos personagens, Putin à frente, claro. Pode-se amá-lo como salvador da pátria, odiá-lo como tirano etc. Mas talvez o que ele mais queira seja ser temido. Temê-lo é justamente o que a Europa parece fazer em tempo integral.

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