룰라는 트럼프가 '신경질적인 브라질 북동부인이 무엇인지 알았다면' 브라질을 위협하지 않았을 것이라고 말함

Lula diz que Trump não ameaçaria o Brasil se 'soubesse o que é nordestino nervoso'

Folha de Sao Paulo Aléxia Sousa, Nicole Bonentti PT 2026-04-11 08:14 Translated
루이즈 이나시우 룰라 다 실바 대통령은 금요일(10일) 도널드 트럼프 미국 대통령이 세계를 위협하고 있으며, 만약 그가 "신경질적인 북동부인"이 무엇인지 알았다면 브라질에 대해 그렇게 하지 않았을 것이라고 주장했다.
루이즈 이나시우 룰라 다 실바 대통령은 금요일(10일) 도널드 트럼프 미국 대통령이 세계를 위협하고 있으며, 만약 그가 "신경질적인 북동부인"이 무엇인지 알았다면 브라질에 대해 그렇게 하지 않았을 것이라고 주장했다.

성명은 상파울루 내륙의 소로카바에서의 연설에서 발표되었으며, 룰라는 상파울루 연방기술대학(IFSP)의 캠퍼스를 개관했다.

"트럼프는 페르남부쿠인이 무엇인지 모르고 있다. 그렇지 않으면 결코 여기서 위협을 하지 않았을 것이다. 그가 신경질적인 북동부인이 무엇인지 알았다면, 그는 브라질과 장난을 치지 않을 것이다. 만약 그가 전쟁을 원한다면, 행성의 다른 쪽으로 가라. 왜냐하면 우리는 평화를 원하기 때문이다"라고 룰라는 연설 말미에 말했다.

이 발언은 브라질 정부가 도널드 트럼프의 최근 국제 무대에서의 움직임을 주의 깊게 지켜보고 있는 시점에서 나왔다. 금요일, 미국인은 헝가리 총리 빅토르 오르반을 지원하기 위해 미국의 경제력을 사용할 수 있다고 주장했으며, 오르반은 이번 주말에 치열한 선거에 출마하고 있다.

오르반을 지지하는 트럼프의 행동은 룰라 정부의 일원들에 의해 선거 과정에 대한 외부 간섭의 시험으로 간주되며, 2026년 브라질 선거에 대한 전략에 잠재적 영향을 미칠 수 있다. 페트로 정부는 같은 관점에서 라틴 아메리카 다른 국가들의 선거도 관찰하고 있다.

이 성명은 또한 미국, 이란, 이스라엘이 관련된 중동 분쟁과 러시아와 우크라이나 사이의 전쟁을 포함하여 글로벌 긴장이 고조되는 상황 속에서 나왔다. 분쟁의 진전은 석유 가격 상승과 인플레이션 및 연료에 대한 영향을 포함하여 경제적 영향으로 인해 브라질 정부를 우려하게 한다.

국제 정세는 양국 관계에도 영향을 미쳤다. 루이즈 이나시우 룰라 다 실바와 도널드 트럼프 사이의 회담은 연초부터 논의되었지만 아직 날짜가 정해지지 않았으며, 브라질 선거 일정으로 인해 연중 중반까지 실현되지 않으면 2026년에 발생하지 않을 수 있다.

플라날투의 대화자들은 중동 전쟁의 악화가 두 국가 간 의제의 진전을 어렵게 했다고 지적한다. 한편 룰라는 분쟁에 대한 미국의 행동에 비판적 입장을 취해왔으며 협상 해결책을 옹호해왔다.

트럼프를 언급할 때 도전적인 어조에도 불구하고, 대통령은 소로카바에서의 연설에서 평화와 국제 협력 의제를 다시 옹호했다. "우리는 전쟁을 원하지 않으며, 우리는 평화를 원한다"고 그는 브라질이 발전, 교육 접근 및 복지를 추구한다고 말했다.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (10) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ameaçando o mundo e que, se ele conhecesse "um nordestino nervoso", não o faria com o Brasil. Leia mais (04/10/2026 - 20h14)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (10) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ameaçando o mundo e que, se ele conhecesse "um nordestino nervoso", não o faria com o Brasil.

A declaração foi feita em discurso em Sorocaba, no interior de São Paulo, onde Lula inaugurou um campus do IFSP (Instituto Federal de São Paulo).

"Trump não sabe o que é pernambucano, senão ele não fazia ameaça nunca aqui. Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, ele não brincaria com o Brasil. Se ele quiser guerra, que vá para outro lado do planeta, porque aqui nós queremos paz", disse Lula ao final do discurso.

A fala ocorre em um momento em que o governo brasileiro acompanha com atenção movimentos recentes de Donald Trump no cenário internacional. Nesta sexta, o americano afirmou que pode usar o poder econômico dos Estados Unidos para apoiar o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que disputa uma eleição considerada acirrada neste fim de semana.

A atuação de Trump em favor de Orbán é vista por integrantes do governo Lula como um teste de interferência externa em processos eleitorais, com potencial impacto sobre estratégias brasileiras para as eleições de 2026. A gestão petista também observa eleições em outros países da América Latina sob essa perspectiva.

A declaração também ocorre em meio à escalada de tensões globais, com conflitos envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel no Oriente Médio, além da guerra entre Rússia e Ucrânia. O avanço dos confrontos preocupa o governo brasileiro, inclusive pelo impacto econômico — como a alta no preço do petróleo e seus efeitos sobre inflação e combustíveis.

O cenário internacional também tem afetado a relação bilateral. Um encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, discutido desde o início do ano, ainda não tem data definida e pode não ocorrer em 2026 caso não seja viabilizado até o meio do ano, diante do calendário eleitoral brasileiro.

Interlocutores do Planalto apontam que o agravamento da guerra no Oriente Médio dificultou o avanço da agenda entre os dois países. Lula, por sua vez, tem adotado posição crítica à atuação americana no conflito e defendido soluções negociadas.

Apesar do tom desafiador ao mencionar Trump, o presidente voltou a defender no discurso em Sorocaba uma agenda de paz e cooperação internacional. "Nós não queremos guerra, nós queremos paz", afirmou, ao dizer que o Brasil busca desenvolvimento, acesso à educação e bem-estar.

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