우리 영토를 승인하는 것은 호의가 아니라 의무다

Homologar nosso território não é favor, é obrigação

Folha de Sao Paulo PT 2026-04-11 05:15 Translated
여전히 망설이는 사람들을 위해, 서명할 수 있는 사람들을 위해, 원래 빼앗겨서는 안 될 것을 돌려줄 권력을 가진 사람들을 위해: 더 읽기 (04/10/2026 - 17h15)
에노환경방위협회 - Kanindé 코디네이터

여전히 망설이는 사람들을 위해, 서명할 수 있는 사람들을 위해, 원래 빼앗겨서는 안 될 것을 돌려줄 권력을 가진 사람들을 위해:

저는 Txai Suruí이고, 원주민 여성이며, Jaraguá 원주민 땅의 거주자이며, 이 땅의 과라니 지도자 Thiago Karai Djekupe와 결혼했습니다. 정부가 "검토 중"이라고 부르는 이 땅, 욕심 많은 기업들이 투기하는 이 땅, 우리의 조상과 자녀들이 집이라고 부르는 곳입니다.

저는 희망과 피로가 나란히 사는 제 가슴에서 말씀드립니다. 수십 년을 기다려온 영토에 대해 말씀드립니다. 보고서는 준비되었습니다. 분석이 입증했습니다. 경계 결정이 승인되었고, 연구가 완료되었으며, 기술적 미결 사항은 오래전에 해결되었습니다. 더 이상 법적 장애물도, 새로운 데이터도, 실질적인 금지도 없습니다. 한때 반대했던 국가가 법원에서 더 이상 반대하지 않는다고 선언했습니다. 남은 것은 오직 정치적 의지뿐입니다.

이 의지의 부족이 매일 아침 제 뼈를 관통합니다. 우리의 영토가 브라질리아의 서랍에서 잠을 자는 동안, 남은 숲 위에 투기가 늘어나고 있으며, 대기 오염과 환경 악화를 가져오겠다고 약속한 기업들이 우리의 존재를 위협합니다. 한 자루의 펜이 우리의 미래를 바꿀 수 있는 동안, 탐욕은 계속해서 우리의 현재를 결정합니다. 저는 자선을 구하지 않으며 정의를 구합니다. 저는 특권을 구하지 않으며 1988년 이래 우리의 원주민 영토 권리를 인정해온 헌법의 이행을 구합니다.

정의부 장관님께, 민간실 장관님께, 공화국 대통령님께:

우리의 영토를 승인하는 것은 새로운 원주민 땅을 만드는 것이 아닙니다. 항상 존재했던 것을 인정할 뿐입니다. 승인서에 서명하는 펜이 누구에게서 땅을 빼앗지는 않습니다. 그것은 갇혀 있고, 추방당하고, 침묵당한 사람들에게 존엄성을 돌려줍니다.

저는 원주민 여성으로서 정치적 변명을 위한 시간이 더 이상 없습니다. 저는 매일 더욱 우리를 둘러싼 기업들로부터 영토를 보호하기 위해 위협받는 친척들이 있습니다. 서명된 서류를 보지 못한 채 죽어가는 할아버지들이 있습니다. 강이 병들었고 숲이 줄어드는 이유를 물어보는 아이들이 있습니다. 저 자신도 싸우는 것이 지쳐있습니다.

그러면 펜의 권력을 가진 분들께: 무엇이 부족한가요? 보고서? 준비되었습니다. 의견? 완료되었습니다. 판결? 우호적입니다. 시간 기준? STF에서 기각되었습니다. 인권? UN에서 인정했습니다. 그럼 무엇이 부족한가요? 용기? 공감?

우리의 영토를 승인하는 것은 호의가 아닙니다. 의무입니다. 그리고 오늘 이 행위를 방해하는 유일한 것은 정치적 결정의 부재입니다. 그것뿐입니다. 이 펜이 사용되지 않는 동안, 원주민의 피는 계속 흘리고 있으며, 숲은 계속 타고 있으며, 국가는 계속 생명 대신 이익을 선택합니다.

하지만 저는 여전히 믿습니다. 약속을 믿지는 않습니다. 우리의 투쟁의 힘을 믿습니다. 이 편지가 올바른 손에 도달한다면, 종이 뒤에 하나의 과정이 아닌 한 민족이 있다는 것을 떠올릴 수도 있다고 믿습니다. 제 영혼은 서둘러 있습니다, 대통령님. 우리 영토에는 이름이 있습니다. 그리고 더 이상 변명의 여지가 없습니다.

우리 조상의 힘으로, 첫 번째 과라니 여족장 Jandira Kerexu의 힘으로, 이 영토의 할머니, 우리 마을의 기억과 우리 미래의 긴급함으로, 저는 외칩니다: TI Jaraguá을 승인하세요!

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Para quem ainda hesita, para quem pode assinar, para quem tem o poder de devolver o que nunca deveria ter sido tirado: Leia mais (04/10/2026 - 17h15)

Coordenadora da Associação de Defesa Etnoambiental - Kanindé

Para quem ainda hesita, para quem pode assinar, para quem tem o poder de devolver o que nunca deveria ter sido tirado:

Eu sou Txai Suruí, mulher indígena, moradora da Terra Indígena Jaraguá, casada com o líder guarani Thiago Karai Djekupe, filho desta terra que o governo chama de "em análise", que os gananciosos empreendimentos especulam e cujos ancestrais e nossos filhos chamam de lar.

Venho falar do meu peito, onde a esperança e o cansaço moram lado a lado. Venho falar do território que há décadas espera. O laudo está pronto. As análises comprovaram. A demarcação foi aprovada, os estudos estão concluídos, as pendências técnicas há muito foram sanadas. Não há mais nenhum impedimento legal, nenhum dado novo, nenhuma interdição de verdade. O Estado, que um dia foi contrário, afirmou em juízo que não se opõe mais. Resta apenas a vontade política.

É essa falta de vontade que me atravessa os ossos todas as manhãs. É ela que me faz acordar e lembrar que, enquanto nosso território dorme numa gaveta em Brasília, a especulação cresce sobre a pouca mata que nos resta e os empreendimentos que prometem trazer a poluição do ar e a degradação ambiental ameaçam nossa existência. Enquanto uma caneta pode mudar nosso futuro, a ganância continua decidindo nosso presente. Não peço esmola, peço justiça. Não peço privilégio, peço o cumprimento da Constituição que desde 1988 reconhece o nosso direito originário sobre as terras.

Ao sr. ministro da Justiça, à sra. ministra da Casa Civil, ao exmo. sr. presidente da República:

Homologar nosso território não cria uma terra indígena nova. Apenas reconhece o que sempre existiu. A caneta que assina a homologação não tira terra de ninguém, ela devolve a dignidade a quem foi confinado, expulso e silenciado.

Eu, mulher indígena, não tenho mais tempo para desculpas políticas. Tenho parentes ameaçados por proteger seu território contra empreendimentos que nos cercam cada dia mais. Tenho anciãos que morrem sem ver o papel assinado. Tenho crianças que perguntam por que o rio está doente e a mata encolhendo. Eu mesma tenho a alma cansada de lutar.

Então, senhores e senhoras que detêm o poder da caneta: o que falta? O laudo? Pronto. O parecer? Concluído. A decisão judicial? Favorável. O marco temporal? Derrotado no STF. O direito humano? Reconhecido pela ONU. O que falta então? Coragem? Empatia?

Homologar nosso território não é um favor. É uma obrigação. E a única coisa que impede hoje esse ato é a ausência de decisão política. Nada mais. Enquanto essa caneta não é usada, o sangue indígena continua sendo derramado, a floresta continua queimando e o Estado continua escolhendo o lucro em vez da vida.

Mas eu ainda acredito. Não em promessas. Acredito na força da nossa luta. Acredito que, se esta carta chegar às mãos certas, talvez lembrem que do outro lado do papel não há um processo, há um povo. Minha alma tem pressa, presidente. Nosso território tem nome. E não há mais desculpas.

Com a força de nossos ancestrais, da primeira cacica guarani, Jandira Kerexu, avó deste território, a memória da nossa aldeia e a urgência do nosso futuro, eu clamo: homologue a TI Jaraguá!

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