원주민들, 룰라 재선거 지지 성명과 함께 '테라 리브레 캠프' 종료

Indígenas encerram Acampamento Terra Livre com apoio a reeleição de Lula

Folha de Sao Paulo Jorge Abreu PT 2026-04-11 08:49 Translated
라틴 아메리카 최대 규모의 원주민 시위인 테라 리브레 캠프가 금요일(10일) 브라질리아에서 대통령 룰라(PT)의 재선거 지지 성명을 발표하며 활동을 종료했다. 룰라 대통령은 행사에 초청받았지만 참석하지 않았다.
라틴 아메리카 최대 규모의 원주민 시위인 테라 리브레 캠프가 금요일(10일) 브라질리아에서 대통령 룰라(PT)의 재선거 지지 성명을 발표하며 활동을 종료했다. 룰라 대통령은 행사에 초청받았지만 참석하지 않았다.

"2026년 선거는 죽음의 계획으로의 회귀와 민주적 진영의 지속 사이의 직접적인 갈등에 국가를 직면하게 하며, 우리는 사회의 방향을 놓고 싸우고 생명을 강화하기 위해 조직되어 있다"고 성명의 초반부에 기술되어 있다.

이 성명은 APIB(브라질 원주민 연대)와 그 산하의 국가 6개 생물 지역 기층 조직들이 서명했으며, 이들은 22년 동안 연방 수도에서 테라 리브레 캠프를 개최하고 있다.

이 문서는 또한 미국 대통령 도널드 트럼프와 헌법에 토지 할당 기한을 포함시킨 브라질 국회를 언급하며 전 세계적으로 극우의 확산을 비판했다. 이는 원주민 토지 할당 과정을 어렵게 한다.

"오늘날 이 논리는 권리를 표적으로 삼고 영토를 상품으로 변환하는 극우의 확산과 함께 국내외 장면에서 재편성되고 있다. 브라질에서 이 진영은 국회 내에서 강력하게 지속되고 있으며, 우리 국민을 죽이는 법률과 프로젝트를 추진함으로써 국민의 적으로 활동하고 있다."

한편 성명서는 원주민들이 노동자 진영 정부에 대한 비판적 입장을 유지할 것이라고 밝혔다. "이러한 상황에서 우리는 2026년 선거에서 루이스 이나시우 룰라 다 실바 대통령의 재선거를 지지한다고 선언한다"고 명시했다. "그러나 우리의 지지는 맹목적이지 않다."

"우리는 우리의 삶에 영향을 미치는 결정의 방향에 대해 정치적으로 요구하고 압박할 수 있는 자율성을 유지한다. 우리가 원하는 것은 명확하게 제시되어 있으며 국가 정책으로 채택되어야 한다"고 문서는 계속된다.

원주민들은 이름을 언급하지 않으면서도 플라비오 볼소나루(PL) 대선 예비 후보자가 미국의 극우 행사에서 브라질의 희귀금속을 정치적 지지로 트럼프에게 넘기겠다고 약속한 발언을 비판했다.

"도널드 트럼프의 독재 정권에 희귀금속을 넘기겠다는 선언은 이러한 경로를 가리킨다. 같은 정권은 이미 올해 아마존에 존재하는 석유를 빼앗기 위해 베네수엘라에 군사 개입했다. 이 갈등은 우리 영토에 직접적으로 영향을 미친다."

APIB는 또한 "브라질 원주민 토지의 광물 로비 실태 공개"라는 제목의 보고서를 발표했으며, 아마존에 5천 개 이상의 광물 채취 신청이 있으며 이 중 1,300개 이상이 원주민 토지에 대한 것이라고 지적했다.

테라 리브레 캠프는 월요일(6일) 이베로-아메리카 문화축 (구 펀아르테)에서 공식적으로 시작했다. 조직에 따르면 7,000명 이상의 원주민들이 토론회, 거리 행진, 문화의 밤 등의 프로그래밍에 참여했다.

이 행사는 선거의 영향을 크게 받으며 원주민 후보자에 대한 투표 장려, 특히 시골 의원단 및 "반원주민 정치인"에 대항하기 위해 국회에 로비를 하기 위한 다양한 정치 의제를 다루었다.

올해 주제는 "우리의 미래는 팔려있지 않다 – 그 답은 우리다"로 영토를 침범하거나 침범하려는 대규모 사업 및 공사에 맞서며, 이는 브라질 생물 지역에 황폐화를 야기한다.

O Acampamento Terra Livre, a maior manifestação dos povos indígenas da América Latina, encerrou suas atividades, nesta sexta-feira (10), em Brasília, com a divulgação de uma carta em apoio a reeleição do presidente Lula (PT) -ele foi convidado ao evento, mas não compareceu. Leia mais (04/10/2026 - 20h49)

O Acampamento Terra Livre, a maior manifestação dos povos indígenas da América Latina, encerrou suas atividades, nesta sexta-feira (10), em Brasília, com a divulgação de uma carta em apoio a reeleição do presidente Lula (PT) —ele foi convidado ao evento, mas não compareceu.

"A eleição de 2026 coloca o país diante de uma disputa direta entre o retorno de um projeto de morte e a continuidade de um campo democrático, onde seguimos organizados para disputar os rumos da sociedade e fortalecer a vida", diz trecho inicial da carta.

A carta é assinada pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e suas organizações de base dos seis biomas do país, que também promovem o Acampamento Terra Livre há 22 anos na capital federal.

O documento criticou, ainda, o avanço da extrema-direita ao redor do mundo, com citações ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao Congresso brasileiro, que incluiu o marco temporal na Constituição Federal, que dificulta o processo de demarcação de terras indígenas.

"Hoje, essa lógica se reorganiza no cenário nacional e internacional com o avanço da extrema-direita, que transforma direitos em alvo e territórios em mercadoria. No Brasil, esse campo segue forte dentro do Congresso Nacional, que atua como inimigo dos povos ao impulsionar leis e projetos que matam nossos povos."

Por outro lado, o manifesto afirmou que os povos indígenas manterão posicionamento crítico a gestão do petista. "Diante desse cenário, afirmamos nosso apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026", declara. "[Mas] nosso apoio não é cego."

"Seguimos com autonomia para cobrar e pressionar politicamente os rumos das decisões que afetam nossas vidas. O que queremos está colocado com nitidez e precisa ser assumido como política de Estado", continua o documento.

Os indígenas criticaram, sem citar nome, o pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL), sobre sua fala em um evento de extrema direita, nos Estados Unidos, sobre a promessa de entregar a Trump as terras raras do Brasil como apoio político.

"Declarações sobre a entrega de terras raras ao regime autoritário de Donald Trump apontam esse caminho. Esse mesmo regime já atuou militarmente, neste ano, na Venezuela para roubar o petróleo existente na Amazônia. Essa disputa incide diretamente sobre nossos territórios."

A Apib divulgou também um relatório intitulado "Desmascarando o Lobby Mineral em Terras Indígenas no Brasil", o qual aponta que existem mais de 5 mil pedidos de exploração mineral na amazônia, sendo mais de 1.300 sobre terras indígenas.

O Acampamento Terra Livre iniciou, oficialmente, na segunda (6), no Eixo Cultural Ibero-americano, a antiga Funarte. Segundo a organização, mais de 7.000 indígenas participaram da programação, que contou com plenárias, marchas pelas ruas e noites culturais.

O evento, sob forte influência das eleições, abordou pautas diversas pautas políticas, como o incentivo a votos a candidatos indígenas, principalmente para fazer lobby no Congresso Nacional contra a bancada ruralista e "políticos anti-índigenas", como citam.

O tema deste ano foi "Nosso futuro não está a venda – a resposta somos nós", contra grandes empreendimentos e obras que invadem ou querem atuar nos territórios, que causam devastação nos biomas brasileiros.

O repórter viajou a convite da Aliança pela Volta Grande do Xingu

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