레바논, 이스라엘과 첫 외교 접촉 실시 및 화요일 워싱턴 회담 확정

Líbano faz 1º contato diplomático com Israel e confirma reunião em Washington na terça

Folha de Sao Paulo Guilherme Botacini PT 2026-04-11 06:09 Translated
레바논과 이스라엘이 다음주 화요일(14일) 텔아비브와 이란의 지원을 받는 레바논 시아파 무장단체 헤즈볼라 간 분쟁 종료 협상을 위해 만나기로 합의했다고 아랍권 정부가 발표했다.
레바논과 이스라엘이 다음주 화요일(14일) 텔아비브와 이란의 지원을 받는 레바논 시아파 무장단체 헤즈볼라 간 분쟁 종료 협상을 위해 만나기로 합의했다.

양국은 금요일(10일) 헤즈볼라가 이란과 함께 페르시아 국가의 전쟁에 참여하고 이스라엘을 공격한 이래 분쟁 양측 간 전쟁 시작 이후 첫 외교 접촉을 이루었다. 유대인 국가는 그 후 레바논을 폭격하기 시작했고 북쪽의 이웃 국가 남부를 다시 점령했다.

통화는 워싱턴의 레바논과 이스라엘 대사 간에 이루어졌으며, 레바논 주재 미국 대사가 참여했다. 성명에서 레바논 정부는 화요일의 협상이 미 국무부 건물에서 미국의 중재 하에 미국 수도에서 개최될 것이라고 밝혔다.

협상 개시는 도널드 트럼프 정부가 이스라엘 총리 베냐민 네타냐후에게 가하는 압력 속에서 이루어지고 있다. 이스라엘은 미국이 이란에 대한 휴전을 발표한 직후 레바논에 대한 공격 강도를 높였으며, 이란은 레바논에서의 분쟁이 멈추지 않는 한 협상을 진전시키기를 거부하고 있다.

목요일(9일) 네타냐후는 자신의 내각에 이웃 국가와의 직접 협상을 시작하도록 지시했다고 밝혔다. 같은 날 이란 정권은 레바논의 분쟁이 계속되는 동안 금요일 파키스탄에서 진행 중인 테헤란과 워싱턴 간 협상에 의문을 제기했다.

유대인 국가는 북쪽 이웃과의 전쟁 상태를 부인하며, 자신의 공격이 헤즈볼라만을 겨냥한다고 주장하고 있다. 그러나 이스라엘의 폭격은 아랍 국가 전역의 고밀도 지역, 특히 남부, 동쪽의 베카 계곡, 베이루트 등 시아파 무슬림 다수 지역과 헤즈볼라의 활동 중심지를 강타했다. 레바논의 사망자는 이미 1,500명을 넘었으며, 분쟁으로 인해 100만 명의 이재민이 발생했다.

레바논 정부의 행동 여지는 매우 제한적이다. 한편으로는 세계 최대 군사력을 지닌 국가의 동맹국인 이웃을 상대로 하고 있으며 시아파 분파를 제거하기 위한 조치를 제한하지 않고 있으며, 다른 한편으로는 헤즈볼라가 레바논 군대보다 군사적으로 우월하다는 사실에 직면해야 한다. 헤즈볼라는 또한 역사적으로 종파 및 종교적 노선으로 분열된 국가에서 중요한 정치적, 사회적 세력이다. 분파에 대한 과도한 입장은 1975년부터 1990년까지 국가를 황폐화시킨 내전의 불길을 다시 살릴 수 있다.

페르시아만의 호르무즈 해협 통제로 전략적으로 강화된 이란은 금요일 레바논의 분쟁이 멈추지 않으면 미국과의 협상을 취소할 수 있다고 다시 말했다.

한편 트럼프는 자신의 Truth Social 소셜 미디어에 "이란인들은 국제 해운로 이용을 통한 단기 세계 협박 외에는 카드가 없다는 것을 이해하지 못하는 것 같다"고 말했다. "그들이 오늘 살아있는 유일한 이유는 협상하기 위함이다!"

회담은 파키스탄 수도 이슬라마바드의 세레나 호텔에서 개최될 예정이다. 강화된 보안 체계로 인해 주변의 유명한 등산로까지 봉쇄하면서 도시가 거의 완전히 폐쇄되었다.

이란 대표단은 외교장관 압바스 아라그치와 국회의장 무함마드 바게르 갈리바프와 함께 이슬라마바드에 도착했다. 파키스탄 총리 샤흐바즈 샤리프는 이란인과 미국인 모두가 협상에 참석할 것이라고 밝혔다.

Líbano e Israel concordaram em se reunir, na próxima terça-feira (14), para negociações sobre o fim do conflito entre Tel Aviv e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, de acordo com o governo do país árabe. Leia mais (04/10/2026 - 18h09)

Líbano e Israel concordaram em se reunir, na próxima terça-feira (14), para negociações sobre o fim do conflito entre Tel Aviv e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, de acordo com o governo do país árabe.

Os dois Estados fizeram nesta sexta-feira (10) o primeiro contato diplomático desde o início da guerra entre os dois lados da disputa, quando o Hezbollah se juntou ao Irã na guerra travada no país persa e atacou Israel. O Estado judeu, em seguida, passou a bombardear o Líbano e voltou a ocupar o sul do vizinho ao norte.

A ligação ocorreu entre os embaixadores de Líbano e Israel em Washington, com a participação do embaixador dos Estados Unidos no Líbano. Em comunicado, o governo libanês afirmou que a negociação na terça ocorrerá no Departamento de Estado, na capital americana, com mediação dos EUA.

A abertura para conversas ocorre em meio a pressão do governo de Donald Trump sobre o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. Israel aumentou a intensidade de ataques contra o Líbano pouco após o anúncio de um cessar-fogo dos EUA contra o Irã, que por sua vez recusa avançar com as negociações enquanto o conflito não cessar também no Líbano.

Nesta quinta-feira (9), Netanyahu havia dito que instruiu seu gabinete a começar negociações diretas com o vizinho. No mesmo dia, o regime iraniano colocou em dúvida as conversas entre Teerã e Washington que ocorrem nesta sexta no Paquistão enquanto o conflito no Líbano continuar.

O Estado judeu nega estar em guerra com o vizinho ao norte, e afirma que seus ataques miram apenas o Hezbollah —bombardeios de Israel, no entanto, têm atingido áreas de alta densidade populacional em todo o país árabe, em particular no sul, a leste no vale do Beeka, e em Beirute, áreas de maioria muçulmana xiita e centros de atuação do Hezbollah. Os mortos no Líbano já passam de 1.500, e o conflito forçou o deslocamento de 1 milhão de pessoas.

O governo libanês tem pouca margem de manobra. Se por um lado lida com um vizinho que é aliado da maior potência militar global e não limita ações para buscar o fim da facção xiita, por outro também precisa enfrentar o fato de que o Hezbollah é militarmente superior ao próprio Exército libanês —além de ser importante força política e social em um país historicamente dividido em linhas sectárias e religiosas. Posições muito duras contra a facção podem reascender as chamas da guerra civil que devastou o país de 1975 a 1990.

Fortalecido estrategicamente pelo controle do estreito de Hormuz no golfo Pérsico, o Irã voltou a dizer nesta sexta que poderia cancelar as conversas com os EUA caso o conflito no Líbano não parasse.

Já Trump afirmou na rede Truth Social que "os iranianos não parecem entender que eles não têm cartas além da extorsão no curto prazo do mundo pelo uso de rotas marítimas internacionais". "A única razão para eles estarem vivos hoje é para negociar!"

A reunião está sendo preparada para ocorrer no hotel Serena de Islamabad, a capital do Paquistão. Um forte esquema de segurança praticamente fechou a cidade, com bloqueios até nas famosas trilhas em seus arredores.

A delegação do Irã chegou a Islamabad com o chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf —o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que tanto iranianos quanto americanos estarão presentes para negociar.

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