전기요금 고지서에 여성폭력 신고 번호 180 표기

Contas de luz passam a incluir número 180 para denúncias de violência contra a mulher

Folha de Sao Paulo Diego Alejandro PT 2026-04-09 09:00 Translated
전국의 전력 공급사들이 여성폭력 피해자 지원 전화번호인 180을 전기요금 고지서에 표기하기로 했다. 이는 연방정부와 협력하여 추진하는 '페미사이드 예방 국가협약' 일환으로 폭력 상황에 처한 여성들을 위한 지원 서비스를 강화하기 위한 조치다. 자세히 보기 (2026년 9월 4일 - 오전 6시)
Mônica Bergamo é jornalista e colunista

Distribuidoras de energia elétrica em todo o país passarão a incluir o número 180 —canal de atendimento a mulheres em situação de violência— nas contas de luz, em uma iniciativa articulada com o governo federal no âmbito do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios.

A medida, já em implementação por algumas empresas desde março, leva às faturas a mensagem "Violência contra a mulher é crime. Não se cale. Denuncie. Ligue 180" e deve alcançar, com a adesão de todas as distribuidoras, mais de 212 milhões de pessoas.

Segundo a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, a estratégia busca ampliar o acesso à informação e facilitar denúncias, sobretudo em contextos de isolamento. "Quando essa informação chega de forma direta e permanente, aumentamos as chances de romper o ciclo da violência", afirma a presidente da entidade, Patrícia Audi.

Em 2025, o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio, alta de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Anuário da entidade aponta ainda mais de 257 mil casos de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica em 2024, além de 51 mil registros de violência psicológica.

O canal 180, coordenado pelo Ministério das Mulheres, realizou mais de 1 milhão de atendimentos em 2025 —cerca de 3 mil por dia— e contabilizou 155 mil denúncias. Só em janeiro de 2026, foram 90,7 mil atendimentos e 15,5 mil denúncias.

Gratuito, confidencial e disponível 24 horas por dia, o serviço oferece orientação sobre direitos, informações sobre legislação e encaminhamento para a rede de proteção e autoridades. A expectativa é que, ao chegar diretamente às residências, a informação alcance mulheres que ainda enfrentam barreiras para denunciar ou não sabem onde buscar ajuda.

com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS

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