검찰, 나치즘 발언으로 Monark를 상대로 한 소송 포기

Ministério Público desiste da ação contra Monark por fala sobre nazismo

Folha de Sao Paulo Gustavo Zeitel PT 2026-04-11 04:22 Translated
상파울루 검찰청이 디지털 인플루언서 브루노 몬테이로 아이우브(Monark)를 상대로 제기한 공중소송을 포기했다. Monark는 브라질에서 법적으로 인정된 나치 정당의 존재를 옹호한 혐의로 반유대주의 혐의를 받았었다.
상파울루 검찰청이 디지털 인플루언서 브루노 몬테이로 아이우브(Monark)를 상대로 제기한 공중소송을 포기했다. Monark는 브라질에서 법적으로 인정된 나치 정당의 존재를 옹호한 혐의로 반유대주의 혐의를 받았었다.

해당 발언은 4년 전 당시 Monark와 이고르 코엘류가 진행하던 팟캐스트 Flow의 에피소드 중 하나에서 나왔다. "극좌파는 극우파보다 훨씬 더 많은 공간을 가지고 있다고 생각합니다. 나는 나치가 법으로 인정된 나치 정당을 가져야 한다고 생각합니다. 그 사람이 반유대주의자가 되고 싶다면, 나는 그럴 권리가 있다고 생각합니다"라고 Monark가 말했다.

인권검사실은 집단 정신적 손해배상으로 400만 레알의 배상을 요구했다. 이 논란은 Monark의 Flow 팟캐스트 이탈과 경찰 수사로 이어졌다.

3월 말, 검사 마르셀로 오타비오 카마르고 라모스는 소송이 부당함을 옹호하며 의사를 표현했다. 검사는 반유대주의 퇴치의 중요성을 강조하면서 이스라엘과 중동 기타 국가 간의 전쟁 상황을 언급했다.

그러나 그는 Monark가 범죄를 저지르지 않았다고 결론 내렸으며, 그의 발언은 표현의 자유 범위 내에 해당한다고 주장했다.

"반대로, 그러한 이념에 동조하는 개인들의 신념과 표현의 자유를 옹호하는 것이 그 내용의 동의, 지지 또는 상대화를 의미하지 않으며, 민주주의 체제에서 국가가 추상적 주장이 없는 한 관념 자체를 억압해서는 안 된다는 추상적 주장에 국한되며, 혐오 표현, 구체적인 폭력 선동 또는 불법 행위 실행이 부재합니다."

검사는 이 의사를 바탕으로, Monark 자신이 팟캐스트 토론 과정에서 나치즘을 규탄했다고 상기시켰다 ("나치즘은 잘못되었고, 악마적입니다."; "저는 나치즘을 옹호하지 않고 있습니다!"; "쓰레기입니다.")

에피소드 이후, Monark는 미국으로 이주하여 지난해 브라질로 돌아왔다. 같은 시기에 그는 자신의 소셜 미디어에 대한 접근을 회복했다.

그는 대법원 장관 알렉산드르 드 모라에스의 결정으로 인해 주요 플랫폼에서 금지되었으며, 선거 사법부에 대해 의문을 제기하는 발언 이후였다.

O Ministério Público de São Paulo desistiu de uma ação civil pública contra o influenciador digital Bruno Monteiro Aiub, mais conhecido como Monark, que havia sido acusado de antissemitismo por defender a existência de um partido nazista no Brasil reconhecido por lei. Leia mais (04/10/2026 - 16h22)

O Ministério Público de São Paulo desistiu de uma ação civil pública contra o influenciador digital Bruno Monteiro Aiub, mais conhecido como Monark, que havia sido acusado de antissemitismo por defender a existência de um partido nazista no Brasil reconhecido por lei.

A fala ocorreu há quatro anos, durante um dos episódios do podcast Flow, criado e apresentado à época por Monark e Igor Coelho. "A esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião. Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei. Se o cara quiser ser um antijudeu, eu acho que ele tinha direito de ser", disse Monark.

A Promotoria de Direitos Humanos pedia uma indenização de R$ 4 milhões por danos morais coletivos. A polêmica resultou na saída de Monark do Flow Podcast e ainda provocou uma investigação policial.

No fim de março, o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos manifestou-se, defendendo a improcedência da ação. O promotor iniciou a peça ressaltando a importância do combate ao antissemitismo, citando o contexto da guerra entre Israel e os demais países do Oriente Médio.

Concluiu, porém, que Monark não cometeu crime e afirmou que sua fala se enquadrou dentro dos limites da liberdade de expressão.

"Diversamente, defender a liberdade de convicção e de expressão de indivíduos que adiram a tal ideologia não importa adesão, endosso ou relativização de seu conteúdo, limitando se à afirmação abstrata de que, em um regime democrático, o Estado não deve reprimir ideias enquanto tais, ausente discurso de ódio, incitação concreta à violência ou prática de atos ilícitos."

Para fundamentar a manifestação, o promotor lembrou que o próprio Monark condenou o nazismo, ao longo do debate no podcast ("O nazismo é errado, é de demônio."; "Eu não estou defendendo o nazismo! "Um lixo.")

Após o episódio, Monark foi viver nos Estados Unidos, tendo regressado ao Brasil no ano passado. Na mesma época, recuperou o acesso às suas redes sociais.

Ele tinha sido banido das principais plataformas por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, depois de falas questionando a Justiça Eleitoral.

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