바키아나 시니어 오케스트라, 영화음악과 클래식 선율 섞으며 첫 무대 개최

Bachiana Sênior estreia misturando trilhas de cinema e música clássica

Folha de Sao Paulo Paulo Sampaio PT 2026-04-09 13:58 Translated
상파울루의 최신 오케스트라이자 세계 최초로 60세 이상 인원으로만 구성된 전문 오케스트라가 문을 열었다. 다른 국가에서도 이 연령대를 대상으로 한 악단들이 있지만, 대부분 은퇴한 악기 연주자들과 음악 애호가들로 이루어져 있다. 반면 바키아나 시니어 SESI-SP 오케스트라는 유명 오케스트라에서 오랜 경력을 쌓은 베테랑 예술가들로 구성되어 있다는 점이 차별점이다. 더보기 (2026년 09월 04일 - 10시 58분)
A mais nova orquestra da cidade de São Paulo é também a primeira orquestra profissional do mundo formada exclusivamente por pessoas com mais de 60 anos de idade. Ainda que conjuntos voltados a essa faixa etária existam em outros países, eles reúnem instrumentistas aposentados e músicos amadores — e não, como é o caso da Orquestra Bachiana Sênior SESI-SP, um time de artistas veteranos, com longas trajetórias em orquestras consagradas.

A estreia da temporada da Bachiana Sênior ocorreu nesta quarta (8) no Teatro SESI-SP, sob regência do maestro carioca Laércio Diniz. A primeira parte do programa trouxe algumas das obras mais célebres do repertório de concerto, como o coral "Jesus, Alegria dos Homens", que integra uma cantata de Johann Sebastian Bach, e a "Sinfonia n. 5" de Beethoven, da qual foi executado apenas o primeiro movimento.

Mantendo o apelo popular, mas mudando o registro, o restante do programa focou na música para cinema. Para interpretar temas simples e tocantes como o do filme "Cinema Paradiso", de autoria de Ennio Morricone, a orquestra contou com a colaboração de seu diretor artístico, o maestro e pianista João Carlos Martins. Vestindo as luvas biônicas que lhe permitiram retornar ao instrumento após um longo afastamento provocado por diversas lesões, ele conduziu com segurança o desenho melódico da peça.

Para encerrar a noite em clima de festa, a Bachiana Sênior brindou o público com um arranjo de "Trem das Onze", clássico do samba paulista. Durante essa homenagem a Adoniran Barbosa, a orquestra foi regida ora João Carlos Martins, ora por Diniz, que se dividiu entre a batuta e o batuque, assumindo também a percussão. O percussionista Marco Monteiro, por sua vez, trocou os tímpanos por uma bateria e se mostrou igualmente à vontade com o instrumento —o que não surpreende, já que Monteiro, além de ser timpanista da Orquestra Sinfônica de Santo André desde 1989, também trabalhou com artistas como Milton Nascimento e Hermeto Pascoal.

Parte considerável da plateia foi ocupada por integrantes das outras orquestras mantidas pelo SESI-SP — a Bachiana Filarmônica e a Bachiana Jovem, formada por instrumentistas de 18 a 27 de idade. Sua presença ajudou a ilustrar o projeto da instituição, que passa a contemplar "as três estações da vida dos artistas", como afirmou João Carlos Martins na abertura do evento.

Segundo Diniz, o que diferencia uma orquestra sênior de uma orquestra comum é a experiência acumulada pelos músicos. Ao construir a interpretação das obras, o maestro dificilmente precisa exigir que eles façam algo que nunca tenham feito anteriormente. "O clima é muito diferente", diz ele. "Todos aqui são músicos totalmente resolvidos."

Para se ter uma ideia da bagagem dos artistas da Bachiana Sênior, basta lembrar que seu spalla, o russo Lev Veksler, atuou por 26 anos como chefe de naipe dos segundos violinos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Outros, como o trombonista Gilberto Gianelli e o trompista Mário Rocha, tocaram na Orquestra Sinfônica Municipal por três décadas.

A excelência técnica de cada membro do conjunto, no entanto, não fez com que o concerto chegasse a ser excelente. Eventuais deslizes de afinação e desencontros rítmicos foram prejudiciais sobretudo no Allegro da "Sinfonia n. 5" —a partitura mais complexa de um programa que privilegiou peças mais leves.

Isso não é motivo para desânimo. Afinal, por mais vividos que sejam seus integrantes, a Bachiana Sênior é a orquestra mais jovem do país. Ela acaba de ser criada, e é natural que leve algum tempo até que surja o entrosamento necessário entre os músicos. O polimento da sonoridade de uma orquestra não depende da soma dos talentos, e sim de um trabalho prolongado, contínuo e, de preferência, ancorado na acústica de uma sala de concerto específica. Com o tempo, o esperado é que o conjunto amadureça e se consolide como uma adição importante à nossa cena orquestral.

Leia tudo sobre o tema e siga: