위성 데이터로 본 지구의 야간 조명, 점점 더 밝아지고 있다

Terra está cada vez mais iluminada à noite, mostram dados de satélite

Folha de Sao Paulo Will Dunham PT 2026-04-09 09:00 Translated
위성의 일일 관측 기록에 따르면 인공 조명으로 인한 세계적 야간 밝기가 지속적으로 증가하고 있는 것으로 나타났다. 이 결론은 수요일(8일) 네이처지에 발표된 연구 결과에 포함됐다. 자세히 보기 (04/09/2026 - 06시00분)
Registros diários de satélites revelaram um aumento contínuo do brilho noturno no mundo devido à iluminação artificial. A conclusão consta de um estudo publicado nesta quarta-feira (8) na revista Nature.

Pesquisadores documentaram um aumento de 16% na luminosidade noturna global entre 2014 e 2022. Existem, contudo, diferenças regionais, ligadas a diferentes fatores.

Em 2022, os Estados Unidos apresentaram de longe a maior luminosidade total entre todos os países analisados, seguidos por China, Índia, Canadá e Brasil.

"Durante décadas, mantivemos uma visão simplificada de que a Terra à noite está apenas ficando cada vez mais iluminada à medida que a população humana e as economias crescem", disse Zhe Zhu, professor de sensoriamento remoto e diretor do Laboratório de Sensoriamento Remoto Ambiental Global da Universidade de Connecticut (EUA). Ele é autor do novo estudo.

"Descobrimos que a paisagem noturna da Terra é, na verdade, altamente volátil", disse Zhu. "Ela está constantemente mudando."

Os pesquisadores utilizaram mais de um milhão de imagens diárias obtidas por um satélite de observação da Terra do governo americano e processadas pela Nasa. Estudos globais anteriores se baseavam sobretudo em imagens de satélite anuais ou mensais.

O aumento mais expressivo de luminosidade ocorreu em economias emergentes, particularmente na África Subsaariana e no Sudeste Asiático. A lista foi liderada por Somália, Burundi e Camboja, seguidos por diversas nações africanas, a exemplo de Gana, Guiné e Ruanda.

"Isso não é apenas urbanização. É uma expansão do acesso à energia", afirmou Zhu. "Esses números representam uma mudança profunda, à medida que regiões fazem a transição de uma escuridão quase total para se tornarem parte da rede elétrica global."

Perdas de luz ocorreram em países como Líbano, Ucrânia, Iêmen e Afeganistão, onde a iluminação foi afetada por conflitos armados e colapso da infraestrutura. Quedas semelhantes foram observadas no Haiti e na Venezuela, onde o escurecimento esteve mais associado a crises econômicas prolongadas e ao fornecimento de energia instável.

"Na Ucrânia, observamos uma queda acentuada e sustentada de luz que coincidiu perfeitamente com a escalada do conflito em fevereiro de 2022", quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala, disse o professor.

"Vemos uma escuridão abrupta semelhante caindo sobre regiões do Oriente Médio durante períodos de conflito", acrescentou ele.

A Europa registrou uma redução de 4% na radiância de luz noturna, em grande parte devido a avanços tecnológicos e políticas ambientais.

"Isso é impulsionado por uma mudança generalizada de postes de iluminação mais antigos e menos eficientes, como lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão, para sistemas de LED direcionais mais modernos, além de rigorosas regulamentações nacionais de eficiência energética e esforços de conservação do céu escuro", disse Zhu. "A Europa é fascinante porque apresenta um padrão de escurecimento muito estruturado."

Zhu classificou a França como líder mundial em conservação do céu escuro e regulamentações de eficiência energética.

O coautor do estudo Christopher Kyba, professor de sensoriamento remoto de luz noturna na Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha, acrescentou: "A redução na França que ocorreu por causa de decisões deliberadas de desligar a iluminação pública tarde da noite, quando não há mais atividade nas ruas, é extraordinária. Será muito interessante ver como isso se desenvolve ao longo do tempo e se essa prática se expande para além da França".

Os Estados Unidos registraram um aumento de 6% na iluminação durante o período do estudo.

"Geograficamente, os EUA oferecem um microcosmo dessa complexidade global de iluminação. A costa oeste em grande parte ficou mais iluminada, consistente com o crescimento populacional e de economias de tecnologia vibrantes", afirmou Zhu.

"Mas em grande parte da costa leste e do centro-oeste escureceu. Isso foi impulsionado pela desconcentração em núcleos urbanos mais antigos, pelo declínio de certos setores manufatureiros e pela adoção agressiva de programas de iluminação urbana inteligente e eficiente em termos energéticos."

A iluminação em larga escala começou com a luz a gás nas cidades no início do século 19, seguida pela luz elétrica no final do mesmo século.

"A poluição luminosa tem consequências ecológicas profundas, afetando ecossistemas noturnos, migrações de animais e ritmos circadianos humanos", disse Zhu.

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